sexta-feira, 7 de março de 2008

Agora é tarde...

Coisa singular... CP me ligou... Gerou o poema abaixo.
Agora é tarde

Agora é tarde
A fogueira apagou
E o fogo inicial se perdeu
Morreu todo desejo
Toda vontade
De estar perto
De buscar finalidade
Felizmente acabou
E demorou...
Foi até muito tarde!

Eu te avisei
Desse meu jeito breve
E da forma como a paixão me invade
Ela vem e me toma loucamente
Cresce, palpita e arde
Mas se não encontra eco
Esfria, arrefece, fenece
Cai na rotina
Desanima
Desaparece

Eu sigo em frente
Sem olhar pra trás
Só guardo as boas lembranças
E nada mais...
Fica o seu espaço no coração
Porque eu sempre soube separar a ilusão
Da amizade de verdade

Portanto, caro amigo
Pode contar comigo
Pode me ligar
Pode aparecer
Ou desaparecer
Não mais existe nada em mim
Que venha de você...
A não ser um amplo carinho
Um espaço pra te ouvir
Quando você desejar falar
Quando quiser compartilhar...

Salvador, 07/03/08 16:02h
A minha tendência é essa... tudo dura muito pouco... Os poemas dependem disso (risos) e se paixão vendesse em cápsulas eu compraria com uma certa frequência. Portanto, meu amigo, não espere que eu fique curtindo solidão... Me envolver é algo tão raro... e paixão dura tão pouco! Dura pouco... e acabou-se!
Acho que sou meio exigente enquanto mulher. Homens mal resolvidos emocionalmente não me atraem. Aliás, ser mal resolvido em qualquer aspecto é um saco! Digo isso, porque como amiga sou bastante flexível. Umpouco mais paciente... talvez...
No aspecto sexual, o bicho pega... sexo sem emoção não tem graça mesmo! A segunda vez depende quase que exclusivamente da primeira... E sinceramente estou sem saco também!
CP disse que eu trato certos homens como objetos. Talvez... Mas eu tenho um cuidado grande para não iludir, magoar, gerar expectativas, entende? Ninguém pode dizer que eu seduzi, que eu usei de inha inteligência pra dizer oque a cara quer ouvir... ninguém pode dizer que eu não falei que não me envolvo e que busco um relacionamento sem cobranças... Eu não cobro,mas praminha segurança eu quero saber o que o outro quer... ou o que o outro não quer... pra respeitar esses limites...
No mais, acho que tou é muito estressada e cansada hoje.
Queria uma pessoa comigo hoje resolvendo tudo isso... Adivinha? Phantro... O melhor amante de todos os tempos... chego perto dele e sinto tesão... o sexo é sempre diferente, envolvente, cheio de adrenalina...
Liguei... toda boazinha (risos)...Phatrinho tá todo encalacradinho... com trabalho... pô, eu entendo... Até porque é o único em condições (e que condições) de eu abrir precedentes... Mas até mesmo ele tem um bilhetinho azul pronto... (risos) Já disse que não ligo mais (só ligo no máximo três vezes... quando ligo!!!!).
Preciso acabar com isso logo... as emoções que não controlo só servem pra me dar trabalho depois... pô, eu queria ser menos racional!!!!
Ah, hoje é dia das ligações. Liguei pra Júlio que é uma pessoa legal, um poeta inspirado... Gosto da pessoa que ele é. Como homem não me diz absolutamente nada, então, é super fácil passar a régua. Não somos amigos nem nada... mais fácil ainda... Os amigos são pra sempre, sabe?
Deu deu, não deu, não deu é tchau... Sou o tipo que diz o que pensa e sente. É meio assustador disparar " Você tem duas opções: sim ou não!" E acabou! Isso de cara... Mas eu sou assim... Tenho motivos pra isso.
Deixa eu ir... amanha vou trabalhar... talvez no domingo também...
Ah, passei na seleção de aluno especial do Mestrado em Educação da UNEB... é a segunda disciplina que vou cursar lá... Legal!
Bye

Um comentário:

Zé Rosa disse...

Amiga,

Parabéns por ter sido escolhida em mais uma disciplina do Mestrado da Uneb. Boa sorte na 'funilinha'.
Abaixo um poema que vi hoje no blog do Noblat.


Cantata de paz - Sophia de Mello Breyner

Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar



Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror



A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças



D'África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados



Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado.