quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe, me compra um amigo?






Estava numa loja de doces, como uma criança gulosa, cheia de vontades a serem satisfeitas...




Eu poderia escolher o que quisesse, sem me preocupar com preços ou quantidades...




Bastava escolher...






Peguei uma cestinha e saí escolhendo o que mais me agradava...




Tomava o cuidado de colocar não apenas o que mais gosto, mas um pouco de tudo...




Chocolate, jujuba, balas de algas, pitulitos, tudo, tudo, tudo...







De repente eu vejo um menino um pouco maior que eu... Gostei dele imediatamente...




Escolheu o mesmo chocolate que eu... só que com menos euforia... ele olhava...pegava... olhava o preço...botava lá....pegava outro... no fim ficou com um tablete pequeno... Eu saía pegando e enchendo a cestinha... Já deu pra ver que éramos bem diferentes... mas eu gostei dele...






Virei pra minha mãe e disse:




- Eu quero aquele ali...




- Aquelas balinhas ali?



- Não, aquele menino!



- Miha filha, mas o menino não está a venda!!



- Por que não? Você sempre me disse que tudo tem um preço... pergunte a ele quanto ele é!



- Eu disse isso? Bem, não é exatamente assim... as coisas podem ter um preço... as pessoas não...



- Como não... Meu cachorro teve um preço...e vou disse que os gastos com ele sustentariam uma família inteira... Por acasso meu Pupy não é uma pessoa?



- Calro que não... ele é um animal... um cachorro... vamos ...chega de balas...



- Eu quero que você compre aquele menino !!!( E pra provar que não estava brincando, comecei a gritar cada vez mais alto!!) Eu quero! Eu quero!



- Vamos... deixe de escândalo! Não vou levar mais nada!!!! - E foi me puxando pela mão. Eu me soltei e fui pra junto do menino.... minha mãe pegou o celular pra ligar pro eu pai, que ela nunca resolve nada entre a gente...




- Ei, menino! Quanto você custa? Preciso de você lá em casa! Não aguento mais meus brinquedos, minhas babás e meus pais!!! Eu quero um menino de verdade pra brincar comigo!



- Oi... minha mãe me disse que você é uma criança mimada (disse o menino se aproximando e saindo de perto da mãe dele, que me olhava com cara de assustada).



- O que é isso? Não entendo tudo que os adultos falam... Mas você gostaria de ir na minha casa brincar comigo? Lá tem tudo que você pode querer.... coleção de bonecas, jogos eletrônicos, casinha na árvore... e o que você quiser brincar eu posso pedir pra minha mãe comprar... Quer?



- Mas se você quer que eu vá brincar com você, por que perguntou quanto eu custo?



- Ora, porque ninguém quer brincar comigo de graça! Você acha que eu já não tentei com todos os meus colegas da escola? Com as meninas do balé... com meus colegas do inglês... do teatro... Nem os filhos dos amigos dos meus pais querem brincar comigo! Ninguém quer ir na minha casa brincar comigo! Já prometi mil coisas e nada! E como "tudo na vida tem um preço" achei que é melhor parar de chamar as pessoas e compar logo um amigo de vez!




- Por que você não vai a um parque e faz amigos lá?



- Eu não posso ir a parques... não deixam... meu pai diz que é inseguro pra mim... mesmo com seguranças...



- Mas se ninguém quer brincar com você, VOCÊ deve ter algum problema...



- Você acha?



- Acho... todas as crianças gostam de fazer amigos e brincar... e amigos não tem preço....sua mãe não te ensinou isso?



- Não... ela só repete que tudo na vida tem um preço... de tanto ouvir isso, acabei acreditando... hoje tou vendo que não é bem assim... Mas só tentando resolver meu problema... Você quer quanto pra ir na minha casa uma vez por semana para brincar comigo...



O menino pensou um pouco...



- Por quantas horas?



- Ah, sei lá...umas quatro horas tá bom... pode ser aos sábados, que é quando tenho aula de equitação... podemos...



- O que é equi...equi...



- Equitação... é um esporte... eu gosto... você já montou um cavalo?



- Claro... eu tenho um de madeira... na verdade eu finjo que ele é um cavalo... é só a vassoura mesmo...



- Ah, mas esse é de verdade!! E eu adoro ele... o Ferdinando é o meu melhor amigo...



- É mesmo? Quem é o Ferdinando?



- O meu cavalo... a gente passa boas horas juntos... todo sábado... se você quiser, pode ir comigo pro Haras todo sábado... Pode ser?



- Tenho que falar com minha mãe... mas eu sei que vou gostar muito de cavalos e vou gostar de ir brincar com você e ele... E não precisa me pagar por isso... eu vou de graça!

- Ah, não... de graça não!! Minha mãe sempre diz que nada de graça presta... que hospital de graça não presta... escola muito menos...

- Nem tudo que sua mãe diz tá certo, sabia? Eu estudo numa escola de graça e ela presta sim! Eu adoro minha escola, minha professora e lá meus colegas não são comos os seus, que não querem brincar...

- É mesmo?

- É... lá eu aprendo na hora da aula....brinco no recreio...

- De que?

- De correr... de bola... do que der vontande...

- E o que mais?

- Tem a merenda também... é de graça e é gostosa...

- Mas não existe comida de graça... sua mãe deve pagar a merenda antes e você nem sabe... minha mãe cansa de pagar as contas da lanchonete antes e depois a gente come... então, você é que não sabe...

- Não paga... é tudo de graça...

- Não!!! Você está errado!!! Não existe nada de graça!!!! Tudo tem um preço!! E nada de graça presta! Minha mãe sabe essas coisas... Ela sempre reclama de um tal de "IMPOSTO".... ela me disse que não aguenta mais esse "imposto"... e que ele "come" parte de nosso dinheiro... sua mãe deve dar ao tal imposto o dinheiro antes, pra depois as coisas de graça e que não prestam serem dadas pra você...

- Ai, não tou entendendo mais nada.... você sempre fala essas coisas com seus colegas? Deve ser por isso que eles não querem brincar com você nem pagando!

- Falo... eu ouço isso todo dia... passo pouco tempo com meus pais, mas eles brigam muito sobre essas coisas... e dizem que estão sempre "estressados"... você não sabe a vida dura que eu levo!!

- Deve ser muito dura mesmo... xiiiiiiii... lá vem sua mãe e a minha...

- Pandora, já resolvi tudo... vejo que você está mais calma e fez um amiguinho novo... ele irá a nossa casa uma vez por semana como você tanto queria...

- Posso ficar com ele a semana toda? Gostei tanto dele!

- Não, filhinha! Durante a semana vocês tem escola... a família...

- Ah... mas eu quero estudar na escola dele... De hoje em diante não volto mais pra inha escola... quero estudar na escola dele! Aí vou brincar com ele todos os dias e fazer novos amigos... já resolvi tudo!

- Não se pode mudar assim de escola, filha... e a sua escola é a melhor...

- Melhor para quem? Não é você que está lá com aquelas crinaças chatas... Mãe, eu quero ser uma criança de verdade! Ter amigos de verdade... não vê que você acha que eu tenho tudo mas na verdade eu não tenho nada? Mãe, eu achava que tudo na vida se compra... ninguém nunca me disse que não é bem assim... E eu tou vendo que não é mesmo... Senão eu teria uma coleção de amigos... como minha coleção de bonecas, né, mãe?

- ...

- Mãe você tá triste? Tá chorando? Logo agora que eu encontrei um amigo e vou resolver os meus problemas...



Minha mãe ficou meio branca de repente... desmaiou... caiu no chão... Fica todo mundo sem ação nessas horas e eu e meu amiguinho, que eu descobri que se chamava Antron aproveitamos que a mãe dele, as duas vendedoras, o segurnaça e as poucas pessoas na loja acudiam minha mãe e saímos da loja de doces...



- Vamos aproveitar e sair daqui...nunca me deixam ir a nenhum lugar sozinha... quero conhecer as coisas...

- Mas e sua mãe?

- Ah, ela vai ficar bem... meu pai diz que ela faz isso pra chamar atenção... tudo que ela não consegue resolver, resove desmaiando... Você não sabe o inferno que é a minha vida, Antron!

- (Rindo) Eu tou imaginando... mas meu nome não é Antron... é...

- Ah, não... é Antron sim... igual de um livro que eu li... sobre a Lua... você gosta de ler?

- Gosto... mas ainda não li muita coisa...

- Por que? Eu tenho um quarto só de leitura... você vai gostar de lá... e tem um home theatre lá...

- Rome o que...

- Ah... é uma sala de Tv... entende? Com muitos livros também... mas quase ninguém usa... só eu... Meus pais viajam muito...

- Sua casa deve ser bem legal...

- É nada! Aquilo lá é uma prisão... onde estamos indo mesmo?

- Você me pediu pra ver as coisas... vou te levar num parque aqui perto... hoje é meu aniversário... minha mãe me levou na loja de doces pra escolher um chocolate! Olha aqui...toma um pedaço...

- OOOOOOOOOOOOBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBAAAAAAAAAAAAAAAAA! Eu vou num parque!

- Você nunca foi num parque?

- No Brasil não...

- Ah, tá... vem... vamos atravessar a rua...



Salvador, 14h 02 min


PS- Fico pensando a que ponto meus personagens chegariam se eu não tivesse que imterromper suas vidas fictícias em função do meu trabalho real... Mas eu retomo... um dia...


















quinta-feira, 28 de abril de 2011

As Amazonas do Sul - Capítulo I



O dia começava a raiar no Reino das Amazonas do Sul.






No dia anterior, doze amazonas de variadas idades sairam para caçar e pescar num dos braços do Rio Amazonas. Tês delas acamparam para voltar no dia seguinte com a justificativa de que precisavam ir coletar pedras coloridas na caverna. Singra, responsável pelo grupo permitiu, pois Göel tinha autonomia para fazer opque quisesse... e se ela queria ir na caverna, teria mesmo de ir...






Svana, Mist e Göel traziam oito prisioneiros fortemente amarrados.



Rhota os mirou de perto, um a um. Muito interessante um deles. Era mais alto do que os demais, algo em torno de 1,95m, cabelos e olhos castanhos. Nada de espetacular, mas parecia ter uma seriedade, algo difícil de explicar. Ela não era a única que tinha reparado no estrangeiro...






- Onde encontraram esses invasores? Perguntou Rhota.



- Muito perto da caverna... dormiam quando chegamos lá e não foi difícil capturá-los... Respondeu Mist



- Mas eles são em mairo número que vocês e pelo que vejo possuem armas avançadas... Retrucou Rhota.



- Usamos a erva do sono... Respondeu Svana.



A "erva do sono" era encontrada no alto de algumas árvores típicas da região. Quando queimadas, produziam um odor característico, altamente entorpecente e que depois de alguns minutos de inalação induzia a um sono paralizante de pouco mas de meia hora. As amazonas o usavam para facilitar a captura de animais que não desejavam abater com suas flechas ou para humanos fora de batalha. Elas usavam uma espécie de máscara para se proteger dos efeitos do gás, feita de couro de jacaré e com um antídoto, embebido em algodão. Algumas sequer necessitavam da máscara, visto que o uso da "erva do sono" em alguns dos rituais dessa casta ia produizindo paulatinamente uma espécie de tolerânicia aos efeitos da potente droga. Em grandes quantidades a "erva do sono" poderia produzir a morte por asfixia e paralização do diafragma. Em doses muito pequenas, produzia um torpor leve e uma certa predisposição ao riso e ao desejo sexual.






- Estavam num acamapamento perto do rio, próximo a entrada da caverna. Dormiam e continuaram dormindo com a erva... só aquele ali montava guarda (disse apontando para um sujeito baixinho de olhos verdes e cabelos encaracolados que chegavam aos ombros)... Não foi difícil rendê-lo. Explicou em tom de ironia Göel.






- Muito bem... tentaram saber o que queriam?



- Falam uma língua muito estranha... aquele ali (disse apontando para o que seria ser o líder do grupo) parece nos entender, mas não disse nada para nós ainda...






Realmente, Hanstier Wagner era o líder da expedição que buscava explorar o que aquela terra oferecia: pedras preciosas! As tais pedras coloridas na caverna nada mais eram do que esmelradas! Todas as amazonas usavam adornos, braceletes e colares muito elaborados contendo pedras semiprecisoas e preciosas. Para elas, não havia nenhuma preocupação com valores dessas pedras. Eram apenas ornamento e tinham valor estético. Um dos seus prisioneiros era hábil ouvires e foi poupado justamente por produzir belas peças que eram realmente jóias. Resistentes e grandes, pois o ouro abundava na superfície dos rios e havia uma jazida de díquel e prata nas redondezas.






O ouvires, Césare era italiano e foi capturado há cerca de vinte anos. Com a permissão e ajuda daa amazonas, montou seu laboratório e oficina numa das casas de madeira nas árvores. Trouxe consigo seus instrumentos de trabalho e muitas ferramentas foram adaptadas. Nada era complexo demais para ser produzido por aquele homem, que ao se apaixonar por Ritza (e ela por ele), pôde manter-se na comunidade e "quebrar" uma das leis de maior contestação entre as amazonas, especialmente as mais jovens: o de não poderem estabelecer uma relação duradoura com os homens.






Nesse quesito, essa sociedade matriarcal tinhas suas regras e formas de se manter longe de todo o resto da humanidade. Elas, apesar de sua natureza guerreira, viviam pacificamente com a natureza, sem necessidades de conquistas ou guerras. Eram descendentes de um grupo de amazonas que foi aprisionada e levada como escravas para aquela distante região.






O processo de libertação das ancestrais dessa tribo não foi simples nem instantâneo. A quase que total dizimação do grupo masculino ao mesmo tempo pela malária favoreceu que a tomada do poder pelas Amazonas fosse um sucesso. Elas não desenvolviam a doença, apesar de estarem expostas aos mosquitos transmissores tanto quanto os homens... Mas o fato é que ao promoverem sua libertação dos homens que as mantinham como servas e subservientes, retomaram o seu antigo estilo de vida, com algumas modificações. Com o passar dos anos, sem grupos rivais nas proximidades, as Amazonas do Sul foram se tornando mais apaziguadas. Mantinham algumas de suas tradições, mas o "Conselho das Anciãs" era bastante sábio para entender as mudanças que o o contato com outras culturas produziu...






Voltando ao dia da prisão de parte da equipe de Hanstier...






- Se você fala minha língua, melhor que se comunique comigo... evitará maiores problemas para vocês. Disse Rhota, retirando a venda e olhando firmemente nos olhos do líder.



Repetiu a pergunta em inglês... em alemão... em português...



O líder respondeu num português cheio de sotaque alemão.






- Quem são vocês? Por que nos aprisionaram? Não lhes fizemos nada!



- Nada? Invadiram nossos domínios... Temos regras muito claras aqui. Não podemos simplesmente deixar que o povo de fora saia daqui e revele nossa existência. Uma vez no nosso meio, vocês não mais poderão sair. E nem pensem em escapar... é impossível sair daqui sem conhecer o caminho.






Nervoso, Hanstier começou falar em alemão...



- Podemos negociar... temos gente lá fora que pagaria muito bem a vocês pela nossa liberdade!



- Quem se importa com pagamentos? Olhe em volta! Temos tudo que precisamos aqui! Não existe moeda aqui... seu pagamento não nos interessa!



- Você não é igual às outras! Fala muito bem o alemão... Quem é você?






De fato, Rhota era ruiva, enquanto as legítimas amazonas, que agora eram anciãs, eram todas morenas. Rhota chegou a comunidade quando tinha 22 anos. Estava num intercâmbio cultural numa Universidade do Acre quando um grupo de colegas montou o que seria uma "excursão em busca das Amazonas". Lendas e crenças falavam de mulheres guerreiras que habitavam regiões próximas e sempre que algumas expedição ou grupo de pesquisadores sumia na floresta amazônica, a possibilidade de estarem com as "Amazonas do Sul" era aventada. Rhota e seu grupo, a maior parte formada por jovens universitários e 4 intercambistas, totalizando vinte pessoas desapareceram misteriosamente há cerca de 16 anos. Buscas foram feitas e depois de seis meses o caso foi arquivado e o grupo dado como morto.






Nem todos sobreviveram quando foram aprisionados e por varidos motivos. Um dia trataremos desse dia e dessas pessoas. Rhota e Guadalupe, originária do Peru, foram as únicas que continuavam na tribo até os dias atuais.






- Não lhe interessa que eu sou! Quem são seus homens? Vamos fale! Disse Rhota em tom rude.



- Somos uma euquipe de pesquisadores e estamos aqui para mapear e coletar espécies end~emicas dessa área...



- Ah, equipe de pesquisadores... Falou Göel com garnde interesse... Mama, posso ficar com aquele ali? Seá mais fácil se nós falemos com eles em separado, não acha?






Göel era a filha mais velha de Rhota com um dos colegas da expedição. Nos seus quase 15 anos de idade era uma jovem muito corajosa e desenvolvida. Era impossível precisar a idade de uma amazona. Dentre os seus segredos estava uma poção, feita com ervas e alguns animais desconhecicos que evitavam o envelhecimento celular. Rhota e Göel pareciam irmãs e não mãe e filha. Talvez o estiloi de alimentação, exercícios diários e despreocupações comuns do resto da humanidade também agissem de forma diferenciada sobre o corpo delas. E Göel era voluntariosa e teimosa! Sua mãe não soube lhe impor oslimites que impunha às demais... e sim, havia "adolescência" entre as Amazonas do Sul... Com todas as suas inquietações e peculiaridades.






- Leve-o. Mas Mist vai junto com você.



- Vamos! Disse ela para o objeto do seu desejo desde que o vira... Como é o seu nome?



- Muito estranhas vocês... Que línguas mais você fala além da minha ?(No caso, português)



- Perguntei seu nome...



- Dá pra tirar minha venda? Quero ver com quem estou falando?



- Não... (E empurrou o alto Quilles, fazendo-o tropeçar).



- Ei, onde estão suas boas maneiras?



- Bem aqui (E enconstou a sua lança nas costas dele).



- Tá, tá... meu nome é Quilles e o seu?



- Ah... que original... isso é um apelido?



- Importa?



- Não tem nenhuma relevância... senta (Haviam chegado na árvore de Göel).



- Mist, você não precisa ficar aqui com a gente. Posso interrogá-lo sozinha! (Disse na sua língua específica, que chamarei de Dual)



- Sua mãe pediu pra ficar e eu tenho que ficar... não vou não!



- Faça o seguinte, preciso de um pouco de thcai... não tenho aqui...você tem?



- Tenho... mas não posso sair de junto de você...



- Claro que pode... lembra do meu bracelete azul?



- Aquele que só você tem ? (Se referia a um presente de Cesare, dado no dia dos seus quinze anos, feito em ouro e água marinha)



- É seu... se você for pegar o tchai...






Os olhos de Mist brilharam... o bracelete era o tipo de adereço que ela gostaria de ter, mas não tinha. E era algo único... Pensou que não haveria nenhum mal em ir buscar o tchai... e foi...



- Vou buscar...volto rápido...



- Não tão rápido... (e retirando a venda de Quilles) Olhe bem, vou afrouxar seus nós para você subir na corda. Se tentar qualquer coisa, morre, entendeu?






Quilles olhou com curiosidade para quela jovem alta e morena. Nunca tinha visto uma criatura tão singular. Göel era a mistura de uma mãe ruiva e um pai asíatico. Tinha olhos puxados e verdes, cabelos longos e ondulados, num preto escuro, quase azul... Com pouco mais de 1,70m, era ainda uma adolescente em desenvolvimento. Mas dentro de suas roupas exóticas, a tiara cintilante e a natureza firme, parecia uma mulher adulta. Mas não era. Há dias na floresta, tendo por companhia os colegas de expedição e há muito tempo sem uma namorada, seus instintos de homem falaram muito alto naquele momento... Hanstier estava visivelmente excitado frente aquela figura inusitada... e ficou parado olhando pra ela...






- Vamos... vai na frente... e não tente nada suspeito...



- Pode deixar... (Göel acionou um sistema de pesos e cordas que fez o invasor subir rapidamente até a casa, uns dez metros a cima do chão)



- Agora saia e fique aí... ( Acionou novamnete o sistema e subiu)






A casa de Göel era um lugar rústico,porém bem confortável para um lugar no seio da floresta. O algodão era uma das plantações das amazonas com grandes utiliodades. Tanto servia para o processo de fabricação de tecidos como para o enchimento de uma espécie de colchão, que ficava sobre um estrado de madeira e era a cama. Nessa cama havia várias almofadas com enchimento de penas muto leves de uma espécie de ave grande que servia de alimento...






- Sente- se aí... (enovamente apertou os nós e colocou a venda )






E ficamos por aqui... vá imaginando o que irá acontecer no próximo capítulo, que sua imaginação é livre. Mas lhe adianto logo que as coisas por aqui não são assim, muito instantâneas ou imediatas... E sabe-se lá quando retomo esses personagens e essa história... Gostaria muito de uma parceria... alguém que ao ler pudesse ir complementando os capítulos... Isso contribuiria para a diversidade do texto e me estimularia a continuar logo... Ah.... eu preciso de parceria!






Salvador, 28/04/11 19h 54 min


















terça-feira, 26 de abril de 2011

As certezas são um tanto perigosas...




Estou aqui atolada de textos e trabalhos do mestrado... Sim, eu também estou acorrentada no calcanhar do meu trabalho e das formas necessárias de sobrevivência... perdendo as asas... e por mais que pareça simples, não é!! Dói pra caramba!




Conto cada dia que passa do meu processo de afastamento do Estado... Quero o que? Que o Estado me pague 100% dos meus rendimentos e me dê dois anos de licença para que eu possa estudar com dignidade! (rs) Se esse direito (existe lei pra isso) me for negado, tou realmente frita... pelo menos nesse primeiro semestre!




Essa vida de corre-corre não chega a me estressar (mas o trânsito me irrita profundamente!), mas que acabou-se aquele "relógio biológico" de dormir 22h e acordar 6h.... acabou!!! Agora eu durmo a hora que acabar de fazer as leituras e tabalhos e acordo mesmo um pouco antes das 6h. E olhe, que estou fazendo o básico, o exigido, nada além! Queria mais tempo, pois fico muito cheia de idéias e vontade de escrever... e isso também exige tempo!





Recebi de Celi o vídeo "Capitalismo & outras coisas de criança" e vi 51 minutos de elementos de discussão e "ideologias" instigantes... O apresentador e roteirista Paddy Joe Shannon é muito convincente na sua argumentação simples e acessível. Faz a gente querer se mover em alguma direção...





Para mim, a poesia, com suas poucas linhas e síntese de palavras é uma espécie de contribuição. Quando nada estou registrando o pensamento. Isso pode ter algum valor...



Não sou uma pessoa "engajada"... não tenho um rótulo desse porte. Mas sou uma pessoa que acredita em algumas coisas e está com as mãos "balançando na rede" e os dedos no teclado sem maiores pretensões, mas agindo no meu passinho de formiguinha. Melhor que nada, né? Também tou naquela busca eterna do eu, do meu melhor, enfim, essas coisas da existência... E vivendo... mas vamos ao que considero os "pontos altos" do filme:



1) Não nos importamos com a morte de milhares de pessoas porque não vemos (ou não temos necessariamente que querer ver).... E não vemos tanta coisa ao nosso redor, né? E ainda pior que não ver (ou fingir não ver) é não atuar! Para mim, que vejo apenas o que é confortável ver (não sou hipócrita!) fica sempre um "bichinho" me roendo, sabe? E eu vou passando ao largo... Sinto falta de um ponto de partida... De algo maior e mais intenso que eu faça com um propósito mais significativo. O que eu faço em sala de aula não conta muito: estou ganhando para isso! Sinto falta de algo além! E você?



2) Por que não usamos a tecnologia para alimentar a todos no globo? Morrer de fome ou em decorrência dela me parece muito ultrajante, face ao que produzimos... Grandes dilemas da humanidade nos parecem tão insolúveis... não há nda insolúvel para nós, quando de fato queremos...


3) Mas por que há necessidade de pobres e ricos mesmo? Shannon fala do poder... mas como alterar a rota do poder estabelecido sem mexer nas bases, na sustentação disso? Complexo...




E para não ficar muito longo isso aqui, eis um dos recados do Paddy, textualmente: "Questione as bases de nossa sociedade moderna por você mesmo, pense sobre ela, então vá e pense o que fazer sobre isso."



É o que estou tentando fazer... E quanto mais leio ou compreendo sobre o capitalismo, mas me vejo (apesar de inserida nele!) distanciada das suas bases. E sim, a sociedade tal qual como a conhecemos é passível de uma completa mudança (revolução é a palavra, mas está tão associada à luta armada, que prefiro não usá-la)... Não sei precisar quantos anos ainda temos para vê-la gradulamente se transformar... Mas sim, vai mudar e independentemente de um movimento organizado por mim ou por você... é algo um pouco maior... mas claro que se a gente muda, o mundo muda também. Complicado isso... Sei lá... não quero também ter muitas certezas... as certezas são um tanto perigosas...



Gostaria de ser isenta de influências... mas estamos aqui... e isso é impossível! No mais, faltam nove anos para eu arregaçar as mangas e colocar meus projetos (aqueles em que a gente não fica só na contemplação) para andar... Nenhuma idéia nasce hoje e fica corporificada amanhã... elas nascem um dia, certamente, mas se estruturam ao longo do tempo. Tempo em que crescemos e ficamos aptos para abarcá-las...



No mais, li um texto que considerei complexo... Dum doutor em filosofia chamado Cheptulin... Sinceramente? Não dá para gostar daquilo que não compreendemos de fato... E vamos e venhamos, escrever com simplicidade, para que todos possam entender parece ser um crime inafiançável... Até mesmo best sellers muitas vezes são chatos e incompreensíveis... Mas as pessoas compram e ao comrparem (mesmo que não leiam ou não os entendam) somam dígitos...



Falando por mim, prefiro as idéis escritas de tal forma, que não seja necessário gerar dúvida, entende? Não é preciso ser difícil para ser bom escritor... É preciso atingir um fim... Bah!!



Meu conselho a todos os escritores, pensadores, enfim : escrevam para serem degluitdos e absorvidos... senão corre o risco de não alimentarem nada e nem ninguém!! (rs)




E nós, os poetas? Bom, não estamos aqui para sermos completamente entendidos mesmo! Podemos usar nossa linguagem metafórica sem maiores problemas... A função social dos poetas não é necessariamente igual à dos outros... No dia que eu pensar diferente... aliás, não posso pensar diferente... eu não mando na minha poesia... ela é quem manda em mim... e ponto.



Salvador, 27.04.11 22h 04 min



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sendas da reflexão



E se vivessemos sem medo, sem amarras, sem preconceitos...



Se nos considerássemos como irmãos, solidários, responsáveis e humanos



Se olhássemos nos olhos do outro, vendo a essencialidade



E não apenas a casca, a aparência, a transitoriedade?






E se tivéssemos as mesmas oportunidades



As mesmas possibilidades...



As mesmas realidades...



As mesmas condições...



Haveria tanta desigualdade



Tanta miséria



Tantas contradições?






Seríamos plurais, na nossa singularidade



Seríamos muito mais,



Do que meros autômatos sociais



Seguindo um caminho que não traçamos



Atuando numa peça que não construímos



Somando nosso suor a um sistema que não instituímos






Vivendo na ausência da liberdade e do sonho...



Num contexto perverso, no qual estamos inseridos



Explorados, excluídos ou simplesmente



Tranquilamente, destituídos



Da capacidade de questionar



De unir forças e lutar



Por um ideal comum



Por algo maior e mais amplo...






E se quiséssemos romper as correntes



Que nos prendem a um sistema posto



Se nos conscientizássemos de que somos o povo



A mola, o fulcro e a força



Que move o mundo e que cava o poço?






Não vejo a saída por esses dias



Cheios de máscaras e alegorias



Vivemos mesmo na quimera, na ilusão?!






Do lado de cá, no terreno das idéias



O germe que cresce, fomenta e espera



Não tem como dar o seu grito



Falta a bandeira se agitando ao vento



Falta a força direcionadora de um só pensamento



Que comande a senda da revolução...






Salvador, 21/04/11 11h 15 min





quarta-feira, 20 de abril de 2011

Perdendo a passionalidade




Estou me tornando uma pessoa isenta de passionalidade




De desejo e de frivolidade...




Estou quase ascendendo ao paraíso!








Isso me remete às escolhas e ao meu momento




Em que aquele sentimento progressivo e intenso




Não encontra atmosfera pra se desenvolver...








Se eu for ficar assim, eu lamento




Porque o que mais gostava em mim mesma




Era daquela loucura, aventura e arrebatamento




Que me tomava sem nenhum consentimento




E me alçava do solo dos mortais...








Isso parece ter ficado pra trás




E meu coração não vai mais




Pular, trair-me ou sofrer...








Penso que assim eu vou pouco a pouco morrer




Na minha essência de enamorada e apaixonada




Pelos homens que me despertariam emoção




Uma fagulha de ilusão




Um milésimo segundo de prazer...








Ai, ai, ai eu vou morrer




E antes que eu mate minha própria essência da paixão




Peço com encarecida discrição




Me beije com mais liberdade...




Me toque com mais ousadia...




Me tire desse limbo de apatia




Dessa morna utopia




De que somos como amigos, idealizando uma situação








Pra mim não há nada não!




Eu só quero me sentir um pouco efêmera




Um pouco esvaziada dos zelos




Ou dos medos da concepção...








Quero uma coisa tão simples!




Saber os seu limites




Me sentir na tentação...




E você, me diga agora




Entende isso, ou não?












Ps- Ah... tou virando uma espécie de sacerdotisa... dessas que só tem lado sagrado... Mas urge em mim o lado profano... Argh!








Salvador, 20/04/11 23 h 12








sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Terra e o seu destino




Comecei a escrever um conto... nada é tão "em tempo real" quanto digitar diretamente aqui...



Capítulo I - O mistério dos Matis


Precisamente em 2027 a humanidade como nós a conhecemos sofre um grande abalo... O aquecimento global chegou a níveis impensáveis e a maioria das formas de vida ou sofreu mutações que permitiram sua sobrevivência ou simplesmente foram exterminadas. O acidente nuclear de 2015 foi o primeiro impacto de proporções mundiais que exterminou parte da população humana... Um extermínio rápido e abrangente.


A espécie humana sobreviveu, mas o ambiente externo é quente demais, tóxico demais (com o monóxido de carbono superando 4% e o oxigênio reduzido a meros 1%), inóspito demais, pois as poucas formas de vida que sobreviveram são perigosas e ameaçadoras...


As pessoas vivem enclausuradas em "comunidades de produção" com temperatura, pressão e atmosfera controlada por requintados sistemas e aparelhagens . O petról evaporou com o acidente niuclear e gerou uma crise de enregia nunca imaginada. A produção de energias limpas a partir de fontes naturais como o sol e o vento, por exemplo não é mais possível porque a temperatura de 72º C é muito superior às que os painés solares suportam e os ventos com velocidade média de 280 km/h derrubam qualquer tentativa de instalar torres eólicas. A água perdeu sua potalidade devido a todos os acúmulos de resíduos que recebeu e só mesmo nas comunidades de produção é possível equacionar esses problemas e sobreviver.


Um dos aspectos mais complexos da vida na comunidade é falta de esperança em dias melhores. A vida na Terra não poderia voltar às condições ideais que possuía naturalmente. A escolha pela poluição e degradação, com suas funestas implicações se tranformou num caminho sem volta. Nem toda tecnologia disponível foi capaz de superar os impactos de uma sucessão de erros cometidos contra a Terra ao longo dos anos... O desastre nuclear seria contornável, não fossem desencadeadas guerras inúteis pelo domínio dos minerais disponíveis...


Com parcos recursos naturais disponíveis, esgotados todos os elementos natutais (como o Urânio) capazes de gerar energia atômica, restou apenas a fissão nuclear como alternativa de produção de energia.


A alimentação sofreu uma das trasnformações mais drámáticas. Sem um ambiente propício só algumas espécies de fungos mutantes e bactáerias anaeróbicas sobreviveram. E cresceram, deixando suas dimensões microscópicas para trás. Nos oceanos, ainda mais salinizados, algumas espécies abissais de peixes ganharam a superfície, mas o nível de radiação de seus corpos não permite que sejam capturados e utilizados como alimentos. Não se come mais. Apenas se ingere na forma líquida uma espécie de soro nutritivo, com os nutrientes necessários a manutenção da vida.


Os dias nas unidades de produção parecem eternos para Dune. Com seus cem anos de vida, todas as lembranças de quando viveu numa Terra natural trazem saudade e dor. Todos os habitantes da Terra, algo em torno de 28 milhões de pessoas, são sobreviventes do século XX. Por algumas particularidades em sua genética ou singularidades do acaso, sobreviveram ao grande cataclisma de 2015. Dune tinha 45 anos quando um grave acidente nuclear na Índia disparou o gatilho de reações em cadeia que levaram a Terra a se tornar o que ela é hoje.


Dune estava de férias, vindo uma caverna recentemente descoberta, na Chapada Diamantina. O percurso de 4 km abaixo da terra e as condições especiais do lugar devem ter sido os responsáveis pela sua sobrevivência e de todos os outros colegas de excursão à Caverna Paraíso. Era um grupo de 22 pessoas com idades entre 14 e 65 anos. Dune pensava em como tinha insistido para que seus dois filhos fossem à caverna naquela manhã e de como eles preferiram ficar dormindo, pois tinham ido a um festival de música na noite anterior e estavam cansados. Pensava em como todos estariam salvos se insistisse para que fossem... mas não se culpabilizava como antes... a culpa não lhe traria seus filhos de volta... Pensava neles justamente porque estavam juntos numa região em que algumas pessoas sobreviram... E o Brasil foi um dos países com maior quantidade de sobreviventes: exatos 19.644 pessoas. Muitos pesquisadores estrangeiros que se encontravam em locais isolados da Amazônia sobreviveram e foram contabilizados como sobreviventes brasileiros. Na verdade, o sentido de país e territoriedade não era mais o mesmo. O continente Sul Americano era o único lugar na Terra onde os níveis de radiação foram menos devastadores. E as condições naturais do Brasil favoreceram o estabelecimento de uma das maiores colônias da terra : a Colônia Matis. Esse nome foi em homenagem aos índios Matis que sobreviveram. Em 2015 eles eram apenas 67, mas sobreviveram todos! O trabalho de Dune também buscava decifrar o enigma dos Matis... eles conseguiam se reproduzir entre si, mas o maior problema era a quantidade mínima de mulheres, apenas 7. E só nasciam meninos!!! Desvendar o mistério dos Matis poderia ser a alternativa do repovoamento da Terra.


Encontrar meios de reverter a inferetilidade dos sobreviventes era o que lhe fazia aocrdar todos os dias... Porque mesmo quem sobreviveu, fora os Matis se tornou estéril e essa populção estava envelhecendo. É por isso que gradativamente os animais e plantas que sobreviveram e tiveram um ciclo de vida ampliado devivo a radiação foram morrendo e se extinguindo.

Muitos eram contra trazer mais vida para um planeta tão decadente... mas Dune acreditava que o repovoamento e a mudança para um planteta mais natural seriam a saída... Pena que tanto a viagem espacial quanto a reprodução in vitro eram apenas tentativas fustradas dos dedicados cientistas da Colônia...

A superfície da felicidade


Tou cursando três disciplinas de mestrado esse ano... Duas obrigatórias FACED e uma optativa na Escola de Teatro. Tou tendo contato com novas pessoas, novas idéias, estabelecendo novas relações e conexões...


Rapaz, meu tempo tá curtíssimo, porque tenho muitas leituras pra fazer e isso realmente toma um tempo danado! Dei entrada na SEC no pedido de afastamento e espero realmente que seja deferido, pois é completamente necessário!!!


Minha turma de teatro é a mais descomplicada (rs). As pessoas emitem suas opiniões sem maiores choques ou embates... A gente dá risada algumas vezes em cada aula e rola um clima muito amistoso e camarada. As pessoas parecem mais felizes lá. Temos muitas leituras, discussões e um fichamento para cada aula... e (ufa!!)é muita coisa também! Mas é gostoso estar lá... Acho que é completamente possível se "fazer academia" e não se tornar um ser digamos "especial" por causa disso. Porque para mim pouca importa quem você leu ou deixou de ler. Não "meço' as pessoas pelo o que elas pensam representar... Aliás, pensando em cada turma como uma lugar de "representação" do saber, é estarrecedora minha conclusão: ... hum...vou depurar minha conclusão (gargalhdas). Volto a esse tema no final do semestre. Para ver se mudo de idéia... aliás, sou meio apressada em emitir opiniões... não gosto de pensar muito antes de falar. O pensamento é rápido e sai... E acho que isso faz parte de minha personalidade... sei lá...


Então, as pessoas não me parecem felizes em determinados "lugares" em que se encontram... é como se sentissem superiores aos demais e daí sua contrariedade... na prática parece ser isso... Na teoria, são todos humanitários (gargalhdas)... Terrível esse contrasenso...


No fim das contas, falta mesmo mais felicidade... mesmo na adversidade... porque temos razões para vivermos com esperança, com vontade, com olhos que brilhem também... Fazer algo sério e comprometido (no caso uma pesquisa) não me tira o humor, a alegria de viver. Porque a vida é um presente! Se existe dor, miséria, diferenças, fome, injustiça, isso não pode me abalar de verdade se eu não faço nada para mudar essa realidade. Achar que está fazendo algo é fácil...


ENTÃO, NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS E GRAVES... NÃO VAMOS TRANSFORMAR O MUNDO EM ALGO MELHOR SE NÃO SOMOS CAPAZES DE FAZER NADA DE MELHOR POR NÓS MESMOS, NÉ? COMECEMOS A MELHORAR O MUNDO DANDO ÀS PESSOAS PRÓXIMAS (NA NOSSA FAMÍLIA, TRABALHO, ESCOLA) MOTIVOS PARA ELAS SE SENTIREM FELIZES. ISSO NÃO CUSTA NADA! MAS CADA UM SÓ PODE DAR O QUE TEM, NÉ?


Acho que tou muito "auto-ajuda" hoje... (rs)

Tou meio incomodada com algumas coisas... espero que mudem com o tempo...




domingo, 3 de abril de 2011

Autonomia


Entendendo a vida com estrada

Escada,

Escolha,

Repleta e vazia

É que decido, divago e disperso

Meu perfume e minha autonomia...


São voláteis meus pensamentos

Cheios de uma ideologia sem fundamento

Sem alicerces presos

Sem cárceres funestos

Minha mente flui

E sou folha solta no vento

Tudo em mim transpira o odor da liberdade

Tudo em mim converge e diverge ao mesmo tempo

Minha verdade não é auto-explicativa

Nem tenho eu nenhuma síndrome do momento

Apenas acredito

E fortemente

Que sou eu quem dirige o carro da vida

Sou eu a condutora do fio do meu tempo

Sou eu que permito, controlo ou susto

As idéias, as ações e o pensamento...


Salvador, 03/04/11 12h 19 min


PS - Ahhh... esse poema surge de uma discussão um tanto "semi-filosófica" sobre se temos ou não autonomia na pesquisa... Pra mim, é isso aí... mesmo que muitos digam exatamente o contrário... Porque nenhuma forma de opressão se instala no meu eu... nada pode me tirar a liberdade de pensar... embora o agir seja delimitado por tênues barreiras, que infelizmente ainda existem... Enfim, eu tenho autonomia... no dia que não tiver, serei mais um "autômato social"... E me oponho a isso.


sábado, 2 de abril de 2011

O retrato de Dorina Gray é interessante...



Meus programas estão ficando cada vez mais caseiros. Hoje saí pra ir no supermercado atrás de um "Cif desengordurante", que segundo Néia é "tudo de bom"! Acabei almoçando lá mesmo no Extra Rótula do Abacaxi, que esqueci que ia almoçar com Virgínia antes do cinema... Aí, bem no meio da "Rabada" ( pra quem não sabe, o rabo do boi!) lembrei... Agilizei e voltei (não sem antes pegar uma fila de quase meia hora) a tempo de botar o celular pra carregar e ligar pra ela... Fomos no Glauber ver um filme que não recomendo, porque é medonho demais... Se eu tivesse inimigos, mandaria assitir!!! Não sei como "Tio Boonmme, que pode recordar suas vidas passadas" foi ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2010. Até o título em português é terrível ! O link que coloquei (clicando no titulo do filma vc chega lá) suaviza bastante... é eufemista demais! Quem já leu alguma "pseudo-crítica" minha sabe que eu sempre busco algo de bom em cada filme... mas pelo-amor-de-deus!!! Resumindo: o filme é lento demais, conta uma estória sem sem pé nem cabeça, mistura tudo e dá a impressão que não vai acabar nunca... Os não-atores relamente pra o tipo de texto que tiveram, são os que se salvam no meio desse filme maluco e chato... eu queria ir embora logo nos primeiros cinco minutos... dei uma cochiladinha... E foi bem na sessão Clube do Professor... aquela em que a gente se cadastra no site http://www.escolanocinema.com.br/ e além de não pagar ainda tem direito a levar um convidado (depois de receber a carteirinha);








Semana passado vimos (eu e Virginia, minha amiga mais apreciadora de cinema) "O retrato de Dorian Gray" baseado em Oscar Wilde ... e eu adorei... Vá ver!! Os diálogos, as interpretações, o figurino, a retratação hedonista da época... Tudo muito bommmmmmmmmm!!! Quer dizer, o retrato vai ficando parecido com aqueles "clássicos" zumbis dos filmes de terror, mas tudo bem...




Agora o "Tio, bla, bla..." é crueeeeeeeellllllllllll !!!! O pior filme que vi nos últimos tempos...


Mas sabe como é... deram um prêmio importante ao filme... sendo ele tosco e mal dirigido (por um diretor tailandês, assim como o elenco)... vá lá e tire suas próprias conclusões... e depois não diga que não avisei... Ah, e o tio não recordou coisa nenhuma... uma verdadeira fraude! (rs)




Ah... estou aqui bem satisfeita... Binho (meu filho mais novo) fez uma pizza com massa alta deliciosa!!! HUMMMMMMMMMMMMM!!! Amanhã vou jantar na casa de Mamy... é uma despedida do Carlos (nunca falei do meu amigo CSer de Barcelona!) e nada como uma coisa bem família (afinal Mamy adotou ele por esses meses, né?) pra fechar seu ciclo por aqui. No mais a festa que tou organizando pro dia 20/04 tá toda ok... embora eu não tenha ido fechar as coisas ontem... Um engarrafamento terrível (ninguém merece) me fez pegar o primeiro moto taxi (sim, eu ando de moto toda hora!) que apareceu e voltar pra casa! Ah.... não compartilho com vocês o qiue sonhei ontem... (rs) Mas escreverei numa forma mais metafórica depois...

sábado, 26 de março de 2011

Os personagens se rebelam e o tempo escoa...

OS FATOS

Hoje é dia 26 de março de 2011. São precisamente 11h 17 min. Chove lá fora muitíssimo e hoje é sábado. Eu poderia estar dormindo, estar lendo, estar fazendo o almoço, mas estou aqui na net de página em página. Comecei com Bakthin e fui parar em Gorki . Achei Tostoi e Marx e estou muito russa hoje.

É muito difícil, no meio a tanta informação e tanta facilidade se diferenciar, ser original. Tudo que eu disser, com certeza alguém já disse antes. Mas a possibilidade de criação é infinita! Tenho pensando a respeito dos meus personagens (não são poucos!) e de como eles me pressionam para sair das páginas da adolescência, dos subterrâneos de minha mente e das janelas de minha alma. Mas estão todos devidamdete presos à minha falta de tempo aparente...

Não sou poetisa por acaso. A poesia me toma cinco minutos! Tchum, tá pronto! Mas escrever, apesar de ser delicioso, exige mais... Pintar então, nem se fala!!! Estou com algumas telas em cima do guarda-roupa... Mesmo quando vêm a inspiração, eu vou controlando. Resultado, não sai nada... e olha que quero pintar exclusivamente (a princípio) para decorar minha própria casa! Já sei! Na próxima encarnação quero nascer rica! Aí não precisarei trabalhar e terei tempo pra me dedicar aos meus personagens, minhas composições e minha arte! Mas será que isso já não aconteceu antes?

Enfim, acho que estou na fase de experimentação e descoberta... Depois virá a fase de extirpação e exposição... "Extirpação" ??? Sim, por que não? Já que dá tanto trabalho botar pra fora alguns dos "lados B", é provavelmente essa a palavra mais exata.

Hummmm (suspiro)... O pobre Gorki penou anos e anos até chegar ao reconhecimento. E na época dele publicar não era como agora. Eu não tenho nenhum problema em publicar direto na net. Se quero me expressar, me expresso. Simples e fácil. Reconheço que ainda sinto falta demais disciplina... afinal, minha gente, tudo é uma questão de prioridade!

AS CONTAS

Então, a partir de hoje, vou ficar disciplinada (acredite quem quiser)! É uma hora diária para escrever (sejam as coisas do mestrado, sejam as coisas da inspiração) e duas horas de leitura (claro, as obrigatórias prioritariamente). Isso dá 7 horas de escrita e 14h de leitura por semana! É muito pouco? Sei não... vamos ver... Se pensarmos que trabalho cerca de 14 horas em sala de aula e 20 em gestão... 12 horas de disciplinas... pelo menos 4 horas semanais de lazer (senão eu moooooooooorrrrrrrrrrrrrooooooo!)....

ORGANIZANDO

Trabalhando - 34 h
Aulas - 12 h
Deslocamento - 15 h
Lazer - 04 h (pelo menos!!!!!)
Sono - 42 h ( no mínimo!)
Escrevendo - 07 h
Lendo - 14 h
___________
128 h Uma semana tem 168 horas!

Fazendo essa tabela, cheguei a conclusão que só me sobram 40 horas por semana para comer e ter os cuidados básicos de higiene e beleza! Eita, o dia é relamente muito curto! Isso porque não vou gastar nem mais um segundo da minha vida com limpeza da casa e cozinhando!(contratei uma faixineira que cozinha e congela por mais dias)!!! Mesmo assim ainda gasto algumas horas por semana no supermercado (inevitável!), lendo e repsondendo e-mails, cuidando dos filhos (ei, você passa quantas horas em diálogo com a família?), etc, etc, etc...

Não vejo Tv!! Isso é uma vantagem danada, pois os brasileiros passam horas na frente da tela! Tudo bem que para muitos é o tal "lazer"... Pensando bem, eu tenho mais que 4 horas de lazer por semana. Mas é onde dá pra reduzir sem maiores problemas, né?

Então, meus caros personagens, fiquem tranquilos, que vocês vão se libertar de mim! (rs) A longo prazo, claro... E os meus "lados B" serão equacionados racionalmente...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu quero um amor de verdade!

Eu quero meu coração alado
Num infinto espaço, cercado
De amores que não se desfazem
Nem se partem em cacos
Nem se perdem sem elos
Nem morrem, desampardos...

Eu quero o abraço amigo
Envolvente e contido
Numa emoção sincera
Que não se desfaz na bruma
E que não alimenta a quimera

Enfim, quero descansar as minhas asas
No alto daquele cume
Que não exige retorno
Que não desperta ciúme
Mas que completa os instantes
Que eleva as somas de felicidade
Que nem parte, nem some
Apenas se insinua e invade...

Salvador, 23.03.11 11h 39 min

terça-feira, 22 de março de 2011

Homenagem ao Professor Luckesi na FACED



















No dia 21/03/11, às 9:00h, no Auditório 1 da FACED/UFBA aconteceu a abertura do ano letivo da pós Graduação em Educação com palestra do Profº Dr. Cipriano Luckesi.

Essa mulherada bonita e inteligente ( com Lucksi no centro) é parte da atual equipe GEPEL, liderada por Cristna D´Ávila.

A palestra de Luckesi, no seu inconfundível estilo, foi permeada de reminiscências de sua trajetória de educador, passo a passo... Desde quando foi pro "fim do mundo" alfabetizar, no sertão baiano até os seus anos de estudante de Mestrado em Ciências Sociais (UFBA/1976). Suas motivações na época, sua determinação em passar na seleção, os grandes mestres que ofizeram parte de sua trajetória... Tudo contado de uma forma tranquila, motivadora, salientando que qualquer um de nós, estudantes de pós, temos um grande desafio: nos apropriarmos de um conhecimento... e sobre o conhecimento ele discorreu com maestria. Pontuando sua fala com citações bastante pertinentes e provocadoras.

Eu, pra variar, não anotei nada... Que não levei papel. Tudo aqui tá na memória e as imagens qe fiz vão ajudando a "contar" um pouco desse momento especial para nós, como estudantes da FACED, e para mim, epecialmente, como colaboradora da Equipe GEPEL. O GEPEL fez uma homenagem muito emocionante e completa. Tivemos Cris e as meninas cantando "Brincar de viver", apresentação de slides criado especialmente para esse momento, com fotos e texto, entrega de uma placa de homenagem que foi entregue por Vera, e mais homenagens de Conceição Sobral e Rita.

























O bolo é um capítulo à parte (rs). Mandei imprimir em papel de arooz a foto que "caçei" na net, botei uma mandala por trás, que eu queria uma coisa perfeita. Contratei uma pessoa pra ir fazer o bolo e a decoração no domingo, (que essas coisas são muito perecíveis) e tava tudo certo. Domingo passei o dia como fiscal de prova do ENCEEJA e ao chegar 20h em casa descubro que a moça não pôde ir porque o filho teve crise de asma . Eu com o celular desligado o dia todo por causa da prova e sem saber de nada. Bom, eu vi minha irmã fazendo (e até ajudei) o bolo de meu sobrinho emfevereiro. Era domingo de noite e me responsabilizei por essa tarefa. Fiz... Taí a foto. Não ficou perfeito... mas ao sair de casa, as pitanguinhas de chantilly ainda estavam bonitinhas... Com a temperatura (e claro, nao fiz alguma coisa exatamente certa nesse processo, né?) o chatilly derreteu e arrasou coma aparência do bolo... Era um sério problema de aparência X essência, um dos pontos enfocados por Luckesi... Dentro, tava tudo certo... recheio de coco, outro de pêssego, a massa leve...mas e por fora? Eu não queria que botasse lá... Mas me convenceram que o importante era a intenção... que realmente foi das melhores... Bom, o povo comeu... Devia estar bom, né? E eu assumo que foi um desafio... E é preciso técnica, conhecimento, prática em confeitaria... Enfim, tudo que eu não tenho... mas é preciso criatividade, boa vontade e coragem para solucionar as coisas que nos aparecem... Eu poderia comprar um pronto no dia seguinte...todo perfeito... podia...claro que podia e até pensei nisso... Mas e foto que eu queria tanto que tivesse... me desculpem pela falta de experiência... mas foi de coração! Um dia eu faço um curso... assim como um dia eu parendo a dirigir... outro dia eu aprendo a costurar (adoro!) e a fazer sapatos...Aí eu lanço a minha própria grife (viajei legal agora, né?)


















Cesar Leiro e Celi Taffarel deram um depoimento sobre Luckesi muito interessantes e
emocionados. Tivemos também a declamação de um poema...


































Cris se emocionou muito falando de quando foi aluna de Luckesi... Do GEPEL (fundado por ele)... Haja emoção!
























Sabe, eu acho que professores como o Luckesi, com tanto conhecimento, tanta vivência em educação, tantas obras importantes e tanta energia, são exemplos de vida. Que nos motivam, nos incentivam e nos permitem vislumbrar uma trajetória em educação com desafios, é claro, mas como muita integralidade, muita competência e muito compromisso.
E o que eu mais gosto em Luckesi, sabe o que é? É que ele sabe... É um expoente do pensamento em educação. E traz suas idéias, de forma tão simples, tão acessível, tão instigante, tão humana. É por essas e outras, que admiro a pessoa, o intelectual e acima de tudo o grande educador que Luckesi é e sempre será...


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um dia de cada vez...


Vou viajar pra Recife amanhã, dia 25/02 e volto dia 07/03. Minhas irmãs também vão, meu cunhado e meu sobrinho Sávio, que faz um ano dia 27/02. Vamos comemorar com parte de família por lá. Idéia minha...


Também quero aproveitar Recife com um olhar de turista. Quando nascemos e moramos num lugar, muitas vezes deixamos de apreciar as coisas... Aqui em Salvador, por exemplo, eu me delicio toda vez que passo pela Contorno... A parte do MAM (aonde vou ouvir jazz aos sábados e assistir ao por-do-sol) é belíssima... O Forte de São Marcelo, que tem um espaço meio mágico... a Marina, com todos aquels barcos flutuando... curto muito!


Também vou aos bailes de máscaras... E de máscara! Me aguardem! Espero encontrar os amigos de lá e minhas primas jovens (as de minha época são todas ou casadas ou desanimadas!) para irmos ao Carnaval de rua de Olinda e Recife. Um Carnaval sem empurra-empurra, com muita ciratividade e uma música que não fere os ouvidos de ninguém...

O pessoal ainda vai pra casa de praia de Itamaracá e a de Pitimbu... talvez eu também vá.... Mas estou me planejando pra visitar Porto de Galinhas e Muro Alto... Ah, e ver papi em João Pessoa... um capítulo de novela mexicana à parte... Mas aí ele vai conhecer o neto Sávio... e eu vou estar muito ligth nesse dia... sem expectativa de nada... NÃO DEVEMOS NUNCA ALIMENTAR EXPECTATIVAS. AS PESSOAS SÃO COMO SÃO E DÃO O QUE PODEM... O QUE TEM... E NÃO O QUE DESEJAMOS (Filosofia de pé de escada, claro!)


No fim, eu trocaria toda essa programação por algo mais pacífico e íntimo... Algo a dois... mas eu continuo ímpar... e já estou me acostumando com a idéia de que também deva me manter acima das emoções... Embora eu goste de deixar tudo fluir... Guardada a necessária distância e respeito às escolhas alheias.... Ah... eu quero beijar na boca! Pensei muito nisso... obviamente que não qualquer boca... a de uma certa pessoa... que infelizmente me deixou parada num sinal vermelho... deve ser prudência (rs) Tudo bem... ou o sinal fica verde pós Carnaval ou vermelho para sempre. Isso não é necesariamente um problema... Eu sempre digo que prefiro um amigo a mil amantes... o danado é que tou cheia de amigos! Argh....


Tentarei escrever e postar muitas fotos esses dias... e manter minha "super mente" ocupada... que eu adoro um ócio criativo!


Bom Carnaval! Eu vou aproveitar mesmo!!!!!! Todos merecemos viver com intensidade e emoção! Afetividade e alegria! Viva o Carnaval!


Salvador, 24/02/11 19h 33min

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Flutuando perto de você


Sua atenção é um fermento

Que me aumenta a fina massa

Uma corda que me amordaça

A uma sincera e profunda invasão

De sentimentos expressos

Contínuos e disperos

Em meio a tanta solidão

Porque a ti confesso

Sem medo de julgamento

Eu me sinto folha solta ao vento

Eu me sinto barco à deriva

Eu me sinto ilha privativa

Sem mapa e sem invasor

Sem latitudes conhecidas

À espera de um desbravador...


E se você disser "não pare"

E se você deixar acontecer

Vou pedir que me ocupe todos os espaços

Que me contenha em seus braços

E me permita mergulhar no teu ser...


E te alerto, caso eu me perca

Em sua complexidade de esfinge

Que nunca me relegue à realidade

Que nos sufoca e restringe

A seres praticamente iguais

Que entenda que é esse o meu processo

Te abro meu universo

E não te conduzo pela mão...


Porque nem tudo que nasce é perfeito

Nem tudo que cresce é direito

Nem tudo que tenho controlo

(Nem sei se quero controlar)...


Eu quero mesmo é me jogar

Lá do alto das tuas colinas

Sem minhas asas prontas ainda

E mesmo assim voar...

Em sua frente pousar

Sem o chão tocar

Flutuar

Te olhar, te comtemplar

E esperar saber o que fazer...


Salvador, 22/02/11 11h 28 min

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Alma de menino


Eu vejo tanta delicadeza, pureza, beleza

Na tua alma de menino...

Que tenta de surpresa

Me arrebatar num beijo

Proibido...


Você me desperta

Desde a primeira vez que te vi

Algo desconhecido

E fico com vontade

De te roçar a pele

Sentir tua mão

Num simples carinho...


O que você espera

De mim?

Que eu seja uma estrela brilhando

sem fim

Ou uma sereia, cantando, pra ti?


E o que eu espero de você?

Apenas te dar, te oferecer

Um pouco de um furtivo prazer

Ou me sentir acolhida, envolvida

Em algo maior e mais intenso

Um sentimento imenso

Que julgo eu merecer?


Não sei...

Diga-me você...

Não tenho medo

Não tenho pressa

O que mais me interessa

É o que há de sublime

Entre o céu e a terra

Entre eu e você...


Salvador, 22/02/11 00h 28 min

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Brincadeira de adultos


Os seus olhos que nunca vejo

Sua boca que nunca beijo

Teu corpo que nunca tocou o meu

Isso é tão estranho e desconexo

Que não tem rota pro sexo

Nem tem volta, nem tem chão...

É a mais tola e duvidosa ilusão

Que eu já ousei construir

E ao mesmo tempo é ou foi a mais pura emoção

Que eu um dia me permiti dividir

É um paradoxo... é sim


Algo que não se concretiza

Nem se desestabiliza

Nem se afasta nem me aproxima

Apenas vai e vem sem nenhum controle...

Apenas segue um script sem fim

Sem atos, sem escudos, sem fatos

Sem nada...

Sem nenhuma evidência

Ou pernitência...

Apenas uma certa eloquência...

Em torcar palavras vãs...

Nas noites frias e sem graça

Que requerem que a gente faça

Mais do que meras suposições...


Salvador, 15.02.11


PS -Obrigada por resgatar um pouco deminha inspiração....dependo exclusivamente disso pra escrever...




sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Purpurina


Não me coloquem vendas
Eu enxergo bem além da minha miopia
E tirando a velha utopia
De que pessoas são mais que ilusão
Eu retiro os pés do chão...
Chega, não preciso disso não...

Por outro lado
Eu canso da rotina
Eu não tomo purpurina
Meu brilho vem de outro lugar...

Enfim, chega de tentar explicar
Eu preciso urgentemente voar...
Desmaterializar...
Ou quem sabe, simplesmente sonhar

Salavdor, 28.01.11 16h 49min

sábado, 8 de janeiro de 2011

Congonhas, São João Del Rei e Tiradentes

Ai, tirei mais de mil fotos, mas demora a carregar.., Vão essas por enquanto que São Paulo tem tantas opções que meu tempo tá voando!!!





quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Inóbvios


Na casa de paredes roxas

Nos cantos "inóbvios" e externos

Nos contos e canções que não cantamos

Eu saúdo o teu eu interno

Eu faço mesura à tua figura esguia

E visualizo a complexidade do seu dia-a-dia

Será mesmo uma rotina?


Eu sou sombra do meu ego

Tu és chave de parcos mistérios

De onde me vêem tão doces idéias?

Sei não, que não sou de ferro!

Mas logo qunado deixo o éter

Ilibar-se por entre meus pensamentos soltos

Tenho desejos inconcretos

De ofercer parte da face, o que chamam de rosto

Para que me beijes, como um anjo roto...


Belo Horizonte, 06.01.11 08h 46 min



PS - Primeiro poema de 2011... que me venham os musos! (rs)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mariana e Ouro Preto embaixo de chuva!






















Gente, se eu pensava que tinha alguma moral com S. Pedro, eu estou revendo isso...

Minha trilha sonora nessas férias é uma música do Kiko Zambianchi... `Mas so chove e chove, chove e chove!!!!!`

Em Belo Horizonte eu conheci pouca coisa justamanete porque é muito pouco motivante sair debaixo de um verdadeiro toró!!

E em São Paulo, não tá diferente!!! Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come!!!

Vim pra Ouro Preto hoje e fui a tarde em Mariana. As fotos até que ficaram boas, pois lá não estava tanta chuva como aqui em Ouro Preto. As duas primeiras fotos são de Ouro Preto e as demais, de Mariana!

O turismo por aqui é bastante arquitetônico, mas existem outros roteiros, incluindo minas e cavernas. Eu amanhã vou com uma empresa de turismo ver Tiradentes, Sao Joao Del Rey e Congonhas. Com esse mau tempo, fica muito mais prático fazer o trajeto com eles... Custa R$ 140,00 e talvez de Congonhas eu volte pra BH. Dia 06 chego por volta das 22h em São Paulo e espero que consiga aproveitar melhor as coisas. Tudo bem que sao propostas turísticas completamente diferentes!!! Mas é issso...nao posso deixar de conhecer as coisas ... e aí, comprei um super guarda-chuva... oxe!

Bom, gostei muito de conhecer as duas cidades. Recomendo Mariana por algumas horas... Não se precisa mais do que duas ou tres horas pra ver os bonitos sobrados e igrejas. O trem, que queria pegar e que liga uma cidade a outra, só final de semana. Mas tem ônibus de vinte em vinte minutos saindo da Rodoviária e custando a bagartela de R$ 2,80. Leva pouco mais de meia hora... No caminho tem do lado direito uma cachoeira lá longe,mas de linda... Tudo verde... e profundo...

Ouro Preto deve ser melhor com sol... Muita loja de artesanato, muita pousada, boa estrada pra se chegar até aqui...tem ônibus saindo de BH de hora em hora e custa menos de R$ 25,00. Em duas horas se chega aqui.

Resolvi ficar numa República de estudantes. Bom porque além de bem econômico a gente tem a possibilidade de conhecer gente legal e descomplicada! (rs) São inúmeras Repúblicas, a maioria masculina... Então, vindo a Ouro Preto, e tendo espírito de aventura, considere se alojar numa República!

No mais, artesanato é meio caro... eu queria tanto uma panela de cobre!! Não dá, pois um simples tacho é mais de R$135,00... Panelas de pedra sabão e ferro, melhor comprar no Mercado de BH... aquele mercado que tem tudo e mais alguma coisa...

É isso... nada me impede de curtir minhas férias... nada mesmo!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ano Novo em Serra do Cipó (MG)










Fiz uma superpostagem...falando de tudo...Natal, Ano Novo, viagem... tudo, tudo... a net caiu e nao salvou... tou numa preguiça de escrever tudo de novo!

Ninguém merece, né?
Tou em BH... Saí do retiro do BK ontem...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cris D´Ávila é "Demais !




Com sua marcante presença de palco, Cris D´Àvila estreiou sábado, sexta, 08 de dezembro, no Teatro do Sesi (Rio Vermelho) o show de tributo à Maysa "Demais".


Para quem perdeu esse show de interpretação, agende-se para o próximo, dia 20 de janeiro, às 20 horas no mesmo local.


Com direção musical, arranjos e viloão de Luiz Asa Branca, Baixo acústico de Luiz Almiro e Bateria de Márcio Diniz, "Demais" é um show completo, onde Cris alia sua voz (muito semelhante à de Maysa) à interpretação visceral que as canções escolhidas exigem. Há o momento que Cris traz a poesia à baila e isso se dá durante o show de forma bem articulada e interessante.


Na música "Quiças, quiças, quiças", do espanhol Oswaldo Farrés, tivemos uma belíssima apresentação de dança... dá vontade de fazer de vez a matrícula num curso de dança de salão! Lindo o espetáculo!

Tudo em "Demais" é na medida certa! A iluminação, a maquiagem, o figurino de Cris (belíssimo) e dos músicos, em clima de boemia, as folhas secas esplhadas pelo chão... Cada detalhe nos transporta para o universo da música envolvente e intimista de Maysa.


Confesso que não conhecia bem o repertório de Maysa e isso também é muito legal no show, pois nos descortina suas melhores canções.


Então, não perca o próximo show! Por que é imperdível e demais!!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Templo


Meu corpo é um templo

Secreto, sublime, sagrado

Com muitos espaços ocultos

E muitos nichos ocupados...


Nele penetraram peregrinos

Ávidos, lépidos e rápidos

Se perdendo em labirintos

Conscientemente traçados...

Sairam após uns dias

Sem deixarem marcas visíveis

Ou foram expulsos sem remorso

Posto que suas presenças eram tardias

E completamente dispensáveis

Sequer lembro deles

De certa forma eram insensíveis...


Agora elevo meu templo

A uma condição perene

Admito sensações imunes

Aos códigos do sentimento

Sou eu no comando do meu altar

Sou eu buscando um sacedorte para celebrar

As minhas delicadas emoções

A despeito das antigas ilusões

Quimeras e insensatas paixões

Para as quais sequer quero olhar...


Porque transmuto meu corpo num templo

Secular, peculiar e intenso

Vedado aos curiosos, que apenas gastam seu tempo

Em busca de conquistas, sem nenhum envolvimento...


Agora estou num plano diferente

Num eixo invertido

Onde retiro os véus da sombra

E me liberto do exílio

Abro as portas do meu templo

Para as luzes que me conduzirão ao infinito


Salvador, 11.11.10 11h 52 min


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tudo muda aos quarenta?


Dizem que nós, seres humanos, temos fases definidas cronologicamente. Primeira infância, juventude (PUBERDADE), terceira idade.... Enfim, será que temos mesmo essas fases definidas da vida?

Sempre me questionei sobre minhas escolhas e decisões. Algumas coisas na vida, simplesmente chegraram pra mim, outras, eu fui atrás. Questiono a liberdade, por exemplo. Será que somos realmente livres? Será que não estamos sempre dentro de uma espécie de "margem de segurança" que foi historica e culturalmente construída pra nós?


Li na Marie Claire de Novembro de 2010 uma matéria sobre o quarto sexo, o dos "assexuados", que tem na AVEN sua representatividade organizada. É um movimento incipiente dos que não tÊm desejo de sexo nas suas relações, e que podem ter ou não necessidade de envolvimento romântico com pessoas do sexo oposto. Sabe que eu nunca tinha de fato refletido sobre isso. Somos tão "orientados" a acreditar que o normal seja isso ou aquilo que muitas vezes sequer pensamos no diverso, no pouco comum.
Sem contar, que por força da própria limitação física, todos nós somos assxuados um dia... na infância e alguns na velhice... Já pesou nisso?


Cheguei a conclusão, examinando minha vida emocional, que nunca fui um ser primordialmente sexual. Casei com o primeiro namorado, tive filhos aos 17 e 18 anos e depois de separar, já com 30 anos é que fui ter outros parceiros. Será que eu não seria mais feliz se investisse mais no meu primeiro relacionamento? Porque eu quis separar por alguns motivos que hoje não conisdero tão justos assim. Isso é tão complexo, que remexo nisso de forma pouco convencional. Remexo e ainda vou remexer enquanto achar que devo. Estou tentando analisar de fora e de certa forma expurgar o fantasma da minha separação. De lá pra cá, o que foi que eu fiz? Valeu a pena? Faria tudo de novo? Porque muitas vezes achamos que não estamos bem e de que precisamos de mais isso e mais aquilo... e procuramos no outro... e culpamos o outro por não nos dar o que tanto precisamos... mas a verdade é que ninguém no mundo nos pode dar o que precisamos... só a gente mesmo... como não queremos nos convencer disso, arranjamos algum bode expiatório... eu penso assim... e não quero convencer ninguém do mesmo... Então eu não tinha isso ou aquilo do meu ex-marido e resolvi separar. E hoje sei que não existe a alma gêmea, o príncipe encantado ou o cara perfeito. Existem as pessoas, com suas falhas, suas limitações, suas necessidades, mas que podem nos ajudar nesse processo de evoluir... de crescer como ser humano... Mesmo quando elas nos dão a nítida impressão que estão atrapalhando... Coisa que é absolutamente responsabilidade nossa, mas que pode ser dividida ou compartilhada com alguém... ou não.


Tenho várias amigas solteiras que são mulheres maravilhosas e que não têm um companheiro. Sim, e desde quando deveriam ter? Na verdade existe uma certa pressão para que ao atingir determinada idade sejamos casadas, com filhos e tudo mais... Isso muda de cultura pra cultura, mas é tão "padronizado" que na cabeça de muita gente a busca pelo casamento, pelos filhos e por uma família tradicional passa pela nossa cabeça pelo menos uma vez na vida, né? Será que é isso mesmo que você quer? Ou será que foi isso que vimos nossa vida toda?
Somos bombardeados com as nossas próprias leis... elas são tidas como "naturais", mas eu ainda acho que precismos parar pra refletir somos nossas leis internas... as que relamente contam para nós... Não proponho que desrespeitemos as básicas, de respeito ao próximo, à vida, à ordem... Mas aos padrões impostos... TEMUMAS COISAS QUE SÃO ATÉ RIDÍCULAS, MAS QUE FAZEM PARTE DO SENSO COMUM... Tipo, o homem tem que ser mais alto,mais velho e mais bem sucedido que a mulher... tudo bem que nem todos pensam assim, mas uma maioria pensa... E quem ousa ir contra essa maré é alvo de olhares maliciosos, tendenciosos... quem liga? Bom, depende... acho que muito sofrimento é gerado por causa dessa bola que damos aos que outros pensam... eu tou pouco me lixando pro julgamento alheio... sou independente, pago meus impostos e minhas contas... mas de certa forma tenho um estilo meio que padronizado de preferências em relação aos homens... Eles são mais altos que eu, mais velhos e não necessariamente mais bem sucedidos... Sabe de uma, chega de padrões! NÃO ESTOU MAIS PROCURANDO UM HOMEM PRA CASAR... VOU FICAR SOLTEIRA PRA SEMPRE, SE NÃO APARECER NINGUÉM! SE APARECER, EU TENTAREI... MAS SEM MAIORES EXPECTATIVAS DE SER PRA SEMPRE, SABE? PRA SEMPRE DURA TÃO POUCO EM RELAÇÃO A ETERNIDADE! ESTOU BEM COMIGO MESMA E NÃO "INCOMPLETA", COMO TANTAS VEZES JULGUEI... QUANTO AOS RELACIONAMENTOS, TAMBÉM VOU MUDAR UMA COISA FUNDAMENTAL... NÃO TEM QUE TER SEXO SÓ PORQUE EU TENHO 40 ANOS E PORQUE TODO MUNDO FAZ ISSO... CHEGA DAS COISAS OCASIONAIS... EXPERIMENTAIS DEMAIS... INSTANTÂNEAS DEMAIS... CASUAIS DEMAIS... A PARTIR DE HOJE, ESTOU ABERTA SOMENTE AO AMOR... FICAM PARA TRÁS AS PAIXÕES QUE TANTO ME SEDUZIAM...

TUDO MUDA AOS QUARENTA? ACHO QUE NÃO DEPENDE DE IDADE... MAS DE FASE... DE ESCOLHA... ESTOU ESCOLHENDO IR PELO CAMINHO QUE NÃO É DE PRIVAÇÕES OU RADICALIZAÇÕES... MAS O CAMINHO QUE SEMPRE ACHEI MAIS INTERESSANTE MESMO... SÓ QUE EU ESTAVA TÃO ESQUECIDA DE PENSAR NISSO, QUE SIMPLESMENTE ME DEIXAVA LEVAR... PELOS PADRÕES ESTABELECIDOS...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Navegando no seu caminho



Ele surge das ondas virtuais

Me diz que somos mortais

E que devemos viver a vida

Sem medos

Culpas

Idas

E vindas...



Não há cavalos brancos pra cavalgar

Mas a lua é testemunha que o seu ar

É puro fogo, intenso encanto...

Embora eu sempre preserve meus dragões

Longe das opiniões

E das expectivas

Ele consegue se preservar

E me encantar

Com suas promessas queridas...

Ah, se ele me livra da maldição

Minha gratidão

Não terá medidas...

Ele navega num mar tranquilo

Sem propostas de eterno amor

Sem ilusões descabidas

E tudo isso junto

Me dá uma sensação de plenitude

E finitude
De confiança

E desejo de entrega

De confidência

E de esperança

De que não vamos nos jogar
Nas trilhas da sedução

Como se fôssemos ficar
Na mesma via, na mesma mão...


Eu queria tanto que você chegasse

E que me trouxesse

Seu carinho expresso

Em toques e gestos

E um pouco do teu complexo universo...

Tão raro o que você demonstra ter

Que o meu querer

Se corporifica...

E se dizem que todo homem é igual

Um ser animal

Meio sem critérios

Eu clamo que isso não é natural

E que ser especial

É a tua marca...

E se não quiser entrar no meu labirinto

Sem se perder
Deixa eu guiar você

Nesse caminho etéreo


Salvador, 02.11.10 00h 45 min