Descobri que a paixão não me faz bem
Pensar o tempo todo em alguém
Não é mais pra mim
Eu decidi pular essa etapa crucial
Onde eu não podia esperar
Pelo dia de amanhã...
Acho que amadureci
E ofereço um sentimento sem igual
Dedicado especialmente a ti....
Eu tenho um oceano de amor
Nenhum espaço pra dor
Ciúme eu jamais cultivarei
Eu tenho uma alegria interior
Que sustenta o meu amor
E evita a saudade em demasia...
Assim posso dizer que sei controlar
Os sentimentos que a vida me dá
Como presentes, como jóias raras
Não esqueça que não esqueço você
Apenas preciso te dizer
Que você mudou meu mundo
E o meu jeito de ser...
Salvador, 05.08.13 20:12h
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Afora a paixão
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Máscaras no lugar
E quando olhamos face a face
O que vemos não reflete
O que de fato se é...
Cada um tenta se mostrar como quer
Eu gostaria de pessoas com menos medo
De serem como são
Pessoas preocupadas umas com as outras
E não apenas fingindo estar fora da prisão...
Eu não posso gritar do meu lugar
Eu não posso demonstrar
O que dentro do peito há
Eu tento apenas me adaptar...
Eu não estou aqui a passeio
Na verdade eu nem era pra estar aqui
Nesse lugar que eu tento assimilar
Nesse lugar que eu tento gostar...
Eu gosto de pessoas verdadeiras
Que se abrem sem problema
Pessoas como eu, que podem se mostrar
E não temem que alguém possa os julgar
Onde estão as pessoas que eu precisaria encontrar?
Pra me dar as mãos
Pra me amparar?
Onde estão as vozes que iriam me dizer:
"Isso é pra você
Isso te faz mal"
Ondes estão as cores que eu preciso enxergar
Pra me nortear
Para me decidir
Tantas máscaras e eu tenho adivinhar
Onde encontar
Quem pode me ouvir?
Salvador, 31/07/1013 18:26h
O que vemos não reflete
O que de fato se é...
Cada um tenta se mostrar como quer
Eu gostaria de pessoas com menos medo
De serem como são
Pessoas preocupadas umas com as outras
E não apenas fingindo estar fora da prisão...
Eu não posso gritar do meu lugar
Eu não posso demonstrar
O que dentro do peito há
Eu tento apenas me adaptar...
Eu não estou aqui a passeio
Na verdade eu nem era pra estar aqui
Nesse lugar que eu tento assimilar
Nesse lugar que eu tento gostar...
Eu gosto de pessoas verdadeiras
Que se abrem sem problema
Pessoas como eu, que podem se mostrar
E não temem que alguém possa os julgar
Onde estão as pessoas que eu precisaria encontrar?
Pra me dar as mãos
Pra me amparar?
Onde estão as vozes que iriam me dizer:
"Isso é pra você
Isso te faz mal"
Ondes estão as cores que eu preciso enxergar
Pra me nortear
Para me decidir
Tantas máscaras e eu tenho adivinhar
Onde encontar
Quem pode me ouvir?
Salvador, 31/07/1013 18:26h
Telefone
Letra : Guel Pinna
Música : John Gallegos
Quando penso em você
Tudo fica mais bonito
Teu sorriso me encanta
E tudo que eu sinto
Abre o meu paraíso
A gente teve momentos
Que não dá para esquecer
Eu quis acreditar
Que era pra sempre
Que era pra ser você
Tinha que ser você..
O telefone não toca
A ansiedade vem
Por que você não volta com aquilo
Que me faz tão bem (2x)
Queria poder te encontrar
Me dê uma chance de recomeçar
Tanta coisa
Não dá pra esquecer
O que eu fiz de errado
Para te perder?
Salvador, 14/07/2013 20: 15h
PS - Já temos uma versão bem legal da canção... Eu sempre quis um parceiro pra compor! O John é ótimo!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Únicos
As lembranças e encontros serão únicos
E os momentos que passamos juntos
Representaram tanto
Que jamais esquecerei...
As coisas que fizemos
O tempo que partilhamos
Até o ar que respiramos
Foi mais que especial
Você semeou seus ideais
E me mostrou
Que há tantas coisas porvir...
Você me indicou com seu olhar
Tatas direções a seguir...
Você tem uma alma libertária
Uma escolha solidária
E me fez acreditar
Que o mundo lá fora não está
Mais circunscrito em mim
E por tantas coisas que não pude te dizer
Mas que sei que você foi capaz de pressentir
É que eu quero escrever
Com estrelas cintilantes
No céu azul do seu país
"Você impactou todo meu ser
E agora eu me sinto mais feliz"
Salvador, 25/07//13 10:55h
PS - Esse poema foi escrito a partir de uma anagrama do meu nome e mais um pequeno texto deixado num folheto pra lá de especial... O anagrama é:
Guerreira
Unica
Especial
Libertária
Ahhhhhhhhhhhh.. Tocante e inspirador...
E os momentos que passamos juntos
Representaram tanto
Que jamais esquecerei...
As coisas que fizemos
O tempo que partilhamos
Até o ar que respiramos
Foi mais que especial
Você semeou seus ideais
E me mostrou
Que há tantas coisas porvir...
Você me indicou com seu olhar
Tatas direções a seguir...
Você tem uma alma libertária
Uma escolha solidária
E me fez acreditar
Que o mundo lá fora não está
Mais circunscrito em mim
E por tantas coisas que não pude te dizer
Mas que sei que você foi capaz de pressentir
É que eu quero escrever
Com estrelas cintilantes
No céu azul do seu país
"Você impactou todo meu ser
E agora eu me sinto mais feliz"
Salvador, 25/07//13 10:55h
PS - Esse poema foi escrito a partir de uma anagrama do meu nome e mais um pequeno texto deixado num folheto pra lá de especial... O anagrama é:
Guerreira
Unica
Especial
Libertária
Ahhhhhhhhhhhh.. Tocante e inspirador...
sábado, 20 de julho de 2013
Vias do coração
Tenho o coração aberto...
É um processo incerto
Que deixa entrar pessoas
Que nunca mais saem de mim...
Moram nas minhas lembranças
Habitam minha emoção
E dói demais
Quando por acaso elas se vão...
Não me interessa se retribuem na mesma medida
Se querem ser assim guardadas e queridas
Ou se escolhem outra direção
Me importa é deixar o coração aberto
Para que entre todo aquele que merece
A minha energia
O meu tempo
A minha imaginação...
E eu também gostaria
De te olhar por mais tempo
De falar do sentimento
Que era claro e perceptível...
Mas é tão delicada e sensível
A rosa da solidão
Que me resta falar do coração aberto
Onde por certo
Levas a chave e nem tens noção...
Seguiremos cultivando
Matando
ou alimentando
O complexo fio da ilusão
Nesse meu aberto.... coração
Salvador, 20/07/2013
É um processo incerto
Que deixa entrar pessoas
Que nunca mais saem de mim...
Moram nas minhas lembranças
Habitam minha emoção
E dói demais
Quando por acaso elas se vão...
Não me interessa se retribuem na mesma medida
Se querem ser assim guardadas e queridas
Ou se escolhem outra direção
Me importa é deixar o coração aberto
Para que entre todo aquele que merece
A minha energia
O meu tempo
A minha imaginação...
E eu também gostaria
De te olhar por mais tempo
De falar do sentimento
Que era claro e perceptível...
Mas é tão delicada e sensível
A rosa da solidão
Que me resta falar do coração aberto
Onde por certo
Levas a chave e nem tens noção...
Seguiremos cultivando
Matando
ou alimentando
O complexo fio da ilusão
Nesse meu aberto.... coração
Salvador, 20/07/2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Lembranças
Que os caminhos tortuosos da noite em que te conheci
Não me marcaram tanto
Quanto a sutileza de sua alma
Como a força do seu toque
Despertando o meu desejo assim perdido
Por tanto tempo....
Gostaria que você soubesse
Que eu tive toda certeza
No segundo que te vi
Que você é uma pessoa especial
E aquele instante tornou-se mágico para mim...
Guardo na memória suas doces palavras
Suas atenções, cuidados e contato
Sua intenção e requinte...
Pena não saber de fato
Se nos veremos novamente
Mas gostaria que soubesse
Que guardo sua boa lembrança em mim...
Salvador, 18/06/2013 12: 33h
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Dúvida
Onde foi parar a magia do amor?
O encatamento do encontro
A crença e o destemor?
Ciclos que se acabam e se iniciam
Geram permutas
Lutas
Ardor...
Por que não me reverencias?
De tão cego nem me vês
Mergulhei mais de uma vez na água
Em busca dos meus objetos
Me aguardavam muitos na borda
Assim, todos , tão inquietos...
No fim das contas
Conitinuemos disfarçados
Porque transito tão celeremente
Por todos esses lados?
Salvador, 21/05/13 03:18 h
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Game
Tão perto de você que sinto o teu respirar
Seus olhos e meus olhos sempre a se encontrar
E mesmo assim nem posso te falar
Das minhas noites solitárias
Dos meus dias de chuva sem ninguém pra abraçar...
Você leva suas presas aonde elas querem chegar
Como um caçador, um arqueiro,
Envia suas flechas com o olhar...
Eu prefiro que tentem me conquistar
Gosto de minha posição de Oráculo
Mas eu periferia ser sua Musa...
Eu sigo os passos que projetei pra mim
Não tenho planos para alguém que pode vir
Mas deixa surgir, pois o amor não se insinua
Ele sempre chega pra ficar...
Deixa a luz do amor te iluminar...
Para que eu possa te ver melhor
E para que você possa me enxergar
São tantas possibilidades que a gente tem
E vamos deixando escapar...
Em um momento estou em suas mãos, quero me dar
E depois, tenho medo de me magoar...
Então deixa tudo como está...
Esse jogo que a gente joga sem apostar...
Esse jogo que nos leva ao mesmo lugar
Nunca seremos oponentes
Não temos pressa em perder ou ganhar...
Sou como um Farol
Emitindo luz que serve apenas pra orientar...
Você só precisa ter cuidado
Com o canto das sereias...
Lembre que também posso ser uma delas
Se tirarmos nossas máscaras
Por dentro, o que verdadeiramente há?
Salvador, 20/05/2013 17:3
terça-feira, 9 de abril de 2013
Arte aprisionada
Convido para minha defesa de dissertação de Mestrado, quarta, 10/04, 15h no Auditório 2 da Faculdade de Educação da UFBA (Av. Reitor Miguel Calmon, S/N, Vale do Canela).
Aproveito para socializar o documentário produzido a partir do trabalho desenvolvido com os alunos.
Como é que eu tou? Ansiosa, né????
http://www.youtube.com/watch?v=gnkvHTPTLuE
Amanhã é um dia que se reveste de uma importância, uma relevância, uma etiqueta diferente. Depois de todo aquele processo de escrever ante-projeto, desenvolver pesquisa e ler, ler, ler, ler bem muito, finalmente chega o dia da "defesa".
Já começa pelo nome... "Defesa"... e a gente comparece pra ser avaliado e defender alguns pontos de vista, pretensamente científicos. Quando eu falo desse "científico" é porque de alguma forma eu discordo de algumas regras... Mas entenda, se eu quisesse questionar veridicamente o método científico, eu teria muita dor de cabeça... E definitivamente com tanta coisa pra se fazer no mundo, eu não vou encasquetar com isso...
Eu fico aqui pensando em como avaliação e percepção são coisas completamente diferentes. Eu pude constatar isso na minha pesquisa e sei disso na prática também...
Não existe um meio de avaliar a realidade do ponto de vista da pessoa... do ser... Quando se avalia, se estabelece um parâmetro e se compara esse parâmetro... Isso é suficiente?
Eu fico aqui pensando nos meus próximos passos... Nas escolhas atuais e nos dias que fazem toda diferença... No que esperam da gente e no que esperamos dos outros...
Eu também pesno no meu lado artístico, por assim dizer... Nesse lado, que de tão relgado, eu passei a chamar de "Lado B" e criei esse blog pra tentar soltar de vez em quando mimha arte aprisionada... Isso me dá o que pensar...
I que será que está aprisionado em em mim? E em você?
Red River, 09.04.13, 17:58h
Aproveito para socializar o documentário produzido a partir do trabalho desenvolvido com os alunos.
Como é que eu tou? Ansiosa, né????
http://www.youtube.com/watch?v=gnkvHTPTLuE
Amanhã é um dia que se reveste de uma importância, uma relevância, uma etiqueta diferente. Depois de todo aquele processo de escrever ante-projeto, desenvolver pesquisa e ler, ler, ler, ler bem muito, finalmente chega o dia da "defesa".
Já começa pelo nome... "Defesa"... e a gente comparece pra ser avaliado e defender alguns pontos de vista, pretensamente científicos. Quando eu falo desse "científico" é porque de alguma forma eu discordo de algumas regras... Mas entenda, se eu quisesse questionar veridicamente o método científico, eu teria muita dor de cabeça... E definitivamente com tanta coisa pra se fazer no mundo, eu não vou encasquetar com isso...
Eu fico aqui pensando em como avaliação e percepção são coisas completamente diferentes. Eu pude constatar isso na minha pesquisa e sei disso na prática também...
Não existe um meio de avaliar a realidade do ponto de vista da pessoa... do ser... Quando se avalia, se estabelece um parâmetro e se compara esse parâmetro... Isso é suficiente?
Eu fico aqui pensando nos meus próximos passos... Nas escolhas atuais e nos dias que fazem toda diferença... No que esperam da gente e no que esperamos dos outros...
Eu também pesno no meu lado artístico, por assim dizer... Nesse lado, que de tão relgado, eu passei a chamar de "Lado B" e criei esse blog pra tentar soltar de vez em quando mimha arte aprisionada... Isso me dá o que pensar...
I que será que está aprisionado em em mim? E em você?
Red River, 09.04.13, 17:58h
sexta-feira, 8 de março de 2013
Ser mulher é isso?

Diante das coisas expostas, das felicitações, etc e tal, resolvi compartilhar um pouco meu sentimento hoje...
Eu queria dizer que ser mulher não é fácil. Que eu odeio ter TPM todo mês e que fico tão nervosa e irritada nesse período pré-menstrual, que nem eu me aguento!!! Se um dia eu por acaso brigar ou for mais chata com alguém, pode apostar: é TPM!
Eu acho injusto que só mulheres tenham isso... Mais injusto ainda que só umas tenham e outras não... Acho que é igual aos orgasmos... Umas dizem que têm sempre e outras não tem nunca... tem também aquelas que dizem ter de vez em quando... E sim, a culpa do não ter não é dos homens... Assim como quando eles brocham, não é culpa das mulheres! Ninguém tem culpa, poxa!!!
Deveríamos ser iguais, homens e mulheres, mas o Éden era muito tentador e deu nisso! Nem fisiologicamente, smos iguais! E também acho injusto que homens sejam repositários de diversas bactérias e fungos que podem ser considerados DST´s e sejam assintomáticos. Quanto a mulher vai dizer pra ele que ele precisa fazer tratamento ele vem logo dizendo : "Mas você não pegou nada comigo, eu não tenho nada!"O lance é usar camisiha sempre, até com os maridos...pular a cerca é instituído gente! Ou voc~e acredita em fidelidade masculina? Desculpa, deve haver um sujeito aqui e ali, que por princípios é fiel...Mas é raro... Pense que ninguém é propriedade de ninguém! Se sofre menos!
Falando nisso, acho um absurdo que em pleno século XXI tenham um termo novo só pra mulher que “pega geral” : periguete!!! Os homens continuam valorizados e garanhões quando colecionam conquistas, enquanto que as mulheres... Cadê a tal liberdade e igualdade entre os sexos, heim?
Não dá pra ficar de fru fru... Maternidade, que só a gente pode, também é massa, mas derruba o peito, faz estrias, arreia a bexiga e segundo quem teve parto natural é uma dor inesquecível. Eu queria que os homens engravidassem também e dividissem todas as responsabilidades da educação dos filhos a vida inteira, tá?
A tal “sensibilidade” das mulheres existe. Só a gente consegue trabalhar, cuidar dos filhos, cozinhar, etc e ter mil responsabilidades e ainda usar salto alto! Homens também executam tarefas domésticas, mas não é tanto como as mulheres, que geralmente tem jornada dupla de trabalho! E pô, arrumar a casa, e todos os mil e um trabalhs dométicos são um saco! Consomem tempo e energia! Meus filhos e meu ex-marido sabem cozinhar, lavar passar, fazer compras... tudo! Não precisam casar, sabe! Estão todos solteiros, caso alguém se interesse! Eu, como boa sogra, prefiro as mulheres que trabalham, tem sonhos e planos a pequeno, médio e longo prazo! Não quero ser avó por enquanto, mas netos são bem vindos quando a pretendente tier condições de cuidar deles sem recorrer a mim!
Odeio salto alto, mas acho lindo nas outras. Aliás, tudo que é feito pros homens é mais confortável! Cueca box é massa pros homens... Vai uma mulher aparecer na hora H de calçolão cinta que ninguém curte! E fio dental é um troço incômodo e ridículo... Tudo pra mulher é mais complicado... Salto, lingerrie, maquiagem, cortes de cabelos, mil e um tipo de vestuário...
Homem nunca erra na entrega do Oscar... É só colocar um smoking... Já as mulheres, coitadas... De decote demais, a tecido demais ou de manos... Joias de mais ou demos, maquiagem de mais ou de menos...o ó do borogodó! E o salto? Pô, só Luis XV usava salto pra parecer maior! Quem precisa parecer maior? E modelos... são zilhões de modelos pras mulheres... Pros homens é tão simples...Basta olhar na vitrine da sapataria...
Tem muitos outros aspectos que podemos falar... Não existe “Delegacia do Homem”, por exemplo, porque poucas dão surra de toalha nos maridos... “50 tons de cinza” faz sucesso porque no inconsciente coletivo das pessoas, as mulheres gostam de apanhar! Embora Nelson Rodrigues afirmasse que só as normais gostavam... E por aí vai...Comigo é bateu/levou!! Mas nunca aconteceu... reagi em dois assaltos e troquei sopapos com os ladrões. Um queria levar minha bolsa de couro que eu tinha divido em cinco suaves prestações. Outro queria roubar meu relógio que minha mãe tinha trazido da Holanda. Nos dois casos era de dia e eles não tinham armas... Na vez que roubaram aoto do meu filho e apontaram uma arma pra mim, fui logo gritando: "Entrega tudo, entrega tudo." Bala é bala e eu não sou o Super Man. o homem de aço! Nem a Bat Girl, apesar de já terem me zoado muito por causa do meu nome Guel...
A conta no restaurante... Isso é controverso, porque ainda existem homens que mesmo ganhando menos que a mulher fazem questão de pagar! Eu sou de opinião que paga quem quer, do jeito que quer, mas se uma empresária namorar um estudante, por exemplo, tem levar em consideração aquela instrução que ouvi não sei aonde “ Quem dá pros pobres....paga o motel!” Pode se dividir, embora se a mulher só come salada e o cara além de atacar vários pratos ainda bebe um bocado, “cada um paga a sua e amizade continua” é de bom tom!Cavalheirismo é algo que se confunde com educação... Enfim, muito complexo pra dizer é assim ou assado... Há controvérsias!
E pra eu não desfilar um bocado de injustiça contra as mulheres, justo hoje, no dia Internacional da Mulher, queria dizer que Freud também tem razão... Que complexo de Édipo é um saco e que se eu não jogo duro lá em casa, com dois filhos homens, eles também me oprimiriam! E na prática, apesar de toda educação e exemplos, eles também são machistas...
E o lado bom de ser mulher? Ué, Deus e o mundo deve ter escrito sobre isso... Por isso resolvi ir na contra mão...
Adoro vestido... Se eu fosse homem iria odiar ter que usar calça todo dia! Acho que com esse calor insuportável e o buraco na camada de ozônio, batom com proteção UVB pra homens já devia ter sido divulgado... Entre outros item da necesserie feminina...
No mais, se eu fosse homem, com todos os atributos de inteligência, conhecimento e algum status social, eu teria pelo menos umas três namoradas fixas... Como sou mulher, sou solteira e com esse meu jeito peculiar, zero subserviente, acho que não vou achar cara certo... Que saco!!!! Ah, sem falar que meus quilinhos a mais pesam contra mim! Nem vou falar na ditaduta das dietas!!! Eu não faço dieta! Não tenho disciplina... Eu queria dormir gordinha e acordar magra e sarada... Mas como isso não vai acontecer, vou ficar no argumento de que meu interior é mais importante! Quase passo desapercebida nas baladas e nos lugares onde não dá pra falar... No problem, mulher atraente ainda é um esteriótipo. Eu não busco um cara que busca esteriótipos... Vixe, que complicado!
Minha mãe me disse que eu preciso ser mais feminina... Agora veja, não dá pra ser o que as pessoas esperam de você!!! Já dá um trabalho danado conciliar quem somos realmente com os meios no qual transitamos, né? O que diabos é ser mais feminina? Serve pra que?
Ícones femininos são bem interessantes... Cleópatra, que não se iludam, não tinha a aparência da Elizabeth Taylor, só viveu 18 anos, mas ficou famosa mesmo foi por sua capacidade de encantar líderes romanos... Marilyn Monroe se eternizou por que mesmo? Era Rita ou era Gilda? Era Monalisa ou o Leonardo do jeito que gostaria de ser? Beethoven seria tão bom, não fosse Elise? E as heroínas... as românticas, ai, ai... Todo mundo espera um beijo no final do filme, do livro... “E eles foram felizes pra sempre”, sabe? Isso é sério!!!!! Talvez se os meninos brincassem de boneca se tornassem pais melhores ... Isso serve somente aos pais ruins, ta?)
Olhe, melhor parar por aqui... Daqui a pouco podem se rebelar contra mim... Eu só queria dizer, que vivemos num mundo ainda muito desigual!! E se você é mulher, repense o seu papel... E se você é homem, não esqueça de uma coisa : não é fácil ser mulher!
Ah, eu devo estar na TPM!!!!! Normal!
Até mais!
Guel Pinna
Salvador, 08 de março de 2013
Até mais!
Guel Pinna
Salvador, 08 de março de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Setas
Eu queria te dizer sorrindoDessas coisas que eu venho sentindo
O tempo passa e eu não sei o que fazer...
Sinto falta de você...
Eu queria saber dos teus segredos
Te confessar os meus medos
Os dias passam
E eu sempre lembro
De deixar de dar um alô pra você...
São fortes as ilusões que se agregam
E juntas dão sentido ao vento
Que leva e traz a solidão...
São poucas as palavras ditas
E tantas emoções contidas
Em olhares que vem e vão
No fundo eu ando perdida
Em busca da rota escondida
Dentro dessa selvagem escuridão
Leia nas linhas da minha mão
Eu sou um alvo móvel na imensidão
Esperando uma seta que não acerte o chão...
Salvador, 15/02/13 14:14h
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
No mundo real
No mundo real
A maquiagem borra
Quando a gente chora
Na dor da despedida...
No mundo real
Você se importa
Com as frases soltas
E as verdades ditas...
No mundo real
a gente confunde
Sentimentos profundos
De raízes indevidas
No mundo real
Eu faço conquistas
Materiais, a maioria...
No mundo real
Eu volto pra casa
Acordo muito "chata"
Reavalio o seu significado
E concluo que me prefiro sem emoção...
No mundo real
Todo mundo é uma esfinge
Que não te diz de verdade
Os mistérios do coração...
No mundo real eu faço a opção de não sofrer
Eu não nasci pra viver
Rumores de intensa paixão...
No mundo real
O que realmente importa
É fechar a porta
É abrir o peito
E deixar sangrar
Gota a gota
O sangue perdido
Da ilusão...
Salvaador, 08/02/2012 1:35h
A maquiagem borra
Quando a gente chora
Na dor da despedida...
No mundo real
Você se importaCom as frases soltas
E as verdades ditas...
No mundo real
a gente confunde
Sentimentos profundos
De raízes indevidas
No mundo real
Eu faço conquistas
Materiais, a maioria...
No mundo real
Eu volto pra casa
Acordo muito "chata"
Reavalio o seu significado
E concluo que me prefiro sem emoção...
No mundo real
Todo mundo é uma esfinge
Que não te diz de verdade
Os mistérios do coração...
No mundo real eu faço a opção de não sofrer
Eu não nasci pra viver
Rumores de intensa paixão...
No mundo real
O que realmente importa
É fechar a porta
É abrir o peito
E deixar sangrar
Gota a gota
O sangue perdido
Da ilusão...
Salvaador, 08/02/2012 1:35h
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A Síndrome da "Boneca Suzy"
Eu devia ter entre 7, 8, 9 ou 10 anos. Talvez menos, não sei precisar com exatidão.
Lembro com detalhes do dia... Minha tia Lindalva, que mora aqui em Salvador, foi nos visitar em Recife (eu morava lá, nasci lá, todo mundo sabe). Nos levou na seção de brinquedos das Lojas Americanas que funcionam até hoje na Rua Sete de Setembro (onde também tem a Livraria 7 e o cachorro quente com caldo de cana mais gostoso que existe, o "Cascatinha"...ah, o mais barato também!)
Estavamos em um némero grande crianças, os 3 filhos dela, meus 4 primos filhos de outra tia, eu e minha irmã Mison. Éramos 9 crianças. Minha Tia Neide, que fez parte do processo de nossa criação também estava lá.
Pois bem, "Tia Dalva" mandou que cada um de nós escolhesse o que quisesse. E cada um de nós foi escolher, não importando o valor. Minha Tia Neide chamou a mim e a Mison e disse ; "Escolham o balde de praia." E muito a contra-gosto eu e minha irmã tivemos que obedecer e escolher o balde de praia mais ximfrim do planeta, que não custava nem um décimo do valor dos presentes que todos os outros estavam escolhendo, conforme suas vontades.
Eu queria uma boneca Suzy! E tive que levar um balde de praia. Isso me traumatizou! Todo mundo sabe o quanto é castrador um troço desses pra uma criança. Meus primos escolheram de autorama pra cima e minhas primas as bonecas Susy delas... enfim...
Hoje, ao encontrar Mison, que veio de Recife, soube que nossa Tia Laize tinha mandado um presente pra mim...
Bom, aos 43 anos eu ganhei uma boneca Barbie (não existe mais Suzy)... Uma Barbie Noiva! Ok, isso não cura o passado. Mas achei legal e espirituoso da parte dela!
Agora só falta meu pai trazer o velocípede que me prometeu... Aliás, pode trazer uma bicicleta ou uma moto... se achar mais seguro, pode me dar um carro que eu relevo!
Essa coisa de prometer e não cumprir é terrível! É por isso que tenho pouca tolerância a quem promete e não cumpre.... Se disse que vai ligar, ligue! Se disse que vai fazer, faça!
A "Síndrome da Boneca Suzy" me acompanhou por anos... A Barbie eu vou dar de presente a minha primeira neta...quando eu tiver netas! Tá prometido... Ah, e óbvio, eu sou ultra-super-extra-master cumpridora de tudo que prometo... Trauma é trauma...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O luto, o abraço
Eu andava pela Rua da Solidão e
incrivelmente tinha ido lá encontrar com uns amigos. Achava até poético o nome
da rua. Era um lugar cheio de carros nas calçadas, muitos bares, muita
movimentação. Mal cheguei e já acenaram pra mim... Que bom que alguém estava de
olho na rua bem na hora que cheguei, pois não enxergava ninguém nesse dia.
Levei meia hora procurando a chave e os óculos... só achei as chaves...
- Finalmente!!!!! (Foi dizendo a Chiara e me dando três beijinhos
na face)
- É, finalmente!!! (Disse eu que
não saia de casa a mais de um mês e recebia convites e telefonemas quase que
diários pra sair)
- Acabou o “retiro” ? (Perguntou
Abey com aquela expressão que lhe é peculiar.)
- Ela tava num retiro? (Perguntou
cheia de curiosidade Melanie)
- Você não sabia que ela sumiu
por mais de um mês? (Disse Abey.)
- Deixa ela contar!!!! Bora Gail,
desembucha logo! (Disse Chiara)
- Galera é o seguinte, por mais
absurdo que pareça, eu tava em casa esses dias todos. Saía o necessário...
Visitei alguns lugares que nunca tinha visto, aqui mesmo na cidade... Fiz
excelentes fotos. Mergulhei em mim mesma, sabe? Em nenhum momento eu disse que
tinha viajado ou que tava em retiro... Apenas dei um tempo pra reflexionar e analisar
coisas... hábitos... posturas... E resolvi mudar umas coisas aqui e ali...
- Não era mais simples você
pintar o cabelo e mudar o corte? (Disse Nanabara que tinha voltado do
banheiro nesse momento.) Aliás, turbante ta na moda? Ficou bárbaro em
você!
- É mesmo! Onde você comprou?
Adorei...retrô... (Disse Chiara)
- Ganhei de minha avó... Aliás,
eu não contei pra vocês antes, mas minha “Voinha” morreu... Dia 05... Hoje ta fazendo
dois meses...
- Ah, entendi... Você tava de
luto!!!! (Disse Abey)
- Na verdade lidar com as perdas
é sempre um desafio. Por mais preparado e espiritualista que a gente acredite
que é, é sempre um baque saber que não vamos mais ver aquela pessoa... No caso
de Voinha, eu sei que ela continua existindo... Não apenas nas minhas boas
lembranças... Mas em algum lugar...
- Velho, bom acreditar nisso...
acho que de alguma forma dá um certo conforto... (Disse Abey.)
- Eu não consigo acreditar em
nada além do hoje! (Disse Nanabara com convicção.)
- Eu fico na dúvida... nem
acredito... nem desacredito... (Disse Chiara, me abraçando, querendo me
confortar).
- Mas é isso... a gente já nasce
sabendo que um dia vai morrer... É estranho... Até acontecer com alguém que
gostamos de verdade... Mas eu tou bem gente! Só aproveitei esse tempo pra repensar umas coisas... Basicamente
coincidiu com minhas férias... Aí fiquei em casa...
- E sua viagem... Você não tava
de passagem comprada? (Disse Chiara, a única que sabia que eu ia passar um mês
pela América Latina.)
- Adiei... Agora que não é mais “segredo”,
podemos planejar de ir juntos!
- E era segredo? (Pergunto Abey?)
- Nada... aposto que todo mundo
sabia, né Chiara?
- Oh, amiga, deixei escapar
quando tava todo mundo preocupado porque seu celular só dava caixa... Nenhuma
postagem no Face... Você sumiu, né? Contei pra sossegar o pessoal (Disse Chiara.)
- Na verdade eu tenho essa
necessidade de fazer minhas coisas, do meu jeito, no meu tempo... Adoro vocês,
nossa amizade, mas não é tudo que eu quero contar, compartilhar, dar satisfação,
entende? Umas das coisas que pensei por esses dias é justamente o quanto a gente se expõe nas redes sociais...
Fica todo mundo sabendo onde a gente ta, com quem ta...
- Ops! (Deixou escapar Nanabara)
- Que foi? (Disse Chiara)
- É que quando soube que você ia
aparecer hoje postei no Face banheiro e vi que você veio mesmo, tirei uma foto
e enviei... Tá vindo o resto do pessoal aí... Seus fãs, né?
- Mas criatura, quem disse que eu
quero ver o resto do povo?
- Pô, o “resto” ? (Protestou Abey)
- O resto dos mortais, Abey... Vim
aqui dar um abraço em vocês... Não quero demorar...
- Então vamos fazer um brinde...
(Propôs Abey, que já tinha feito sinal pro garçom desde a minha chegada e que
só agora trazia mais um copo.)
- Garçom, por favor me traga uma
água de côco. (Disse eu)
- Bora beber, Gail!
- Parei de beber!
- Como assim parou? (Disse
Chiara.)
- Parei... cansei... não me fazia
bem... eu também não gosto de cerveja, todo mundo sabe disso!
- Sim, mais e o vinho? Você
sempre gostou! E nossos encontros pra beber vinho? (Perguntou Abey.)
- Podemos dar continuidade... Se
der vontade, quem sabe eu beba... Mas é um dia de cada vez... Só por hoje eu
parei...
- Entrou pro AA? Você não precisa
amiga! (Disse Chiara)
- Entrei não... Mas conheço um
pouco da filosofia... É muito interessante... Aliás, Chiara, a gente sempre
acha que para quando quer, que bebe só socialmente... Mas se a gente for
analisar profundamente, a história é outra...
Nisso foi chegando Samara com
mais dois amigos que eu não conhecia.
- Quem é vivo sempre aparece!
(Saudou Abey.)
Samara me abraçou demorado e
apresentou seus amigos.
- Gail, que bom te ver menina!
Olha esse é o Egon e esse é o Paix.
Egon tocou na
minha mão. Nem apertou nem nada... apenas tocou e sorriu. Paix me abraçou
demorado, como se me conhecesse a anos e nunca mais tivesse me visto... Como os outros amigos estavam sentados, Egon
apenas acenou para eles. Já Paix, rodou a mesa e cumprimentou um a um. Veio
garçom com a água de côco, pedimos mais cadeiras e nos acomodamos.
- Gente, eu adorei encontrar vocês... Mas ta chegando
a minha hora...
- Ah, mas você
acabou de chegar! (Protestou Abey.)
- Eu disse que
só ia dar uma passadinha... Samara, preciso falar com você. Quando pode me
encontrar?
- Olha eu vim
pra cá pra te ver... Posso te levar pra casa...
- Gente, é
isso... Eu vou com a Samara, ta? A gente se fala... (Tirei da carteira o
dinheiro do côco e pus sobre a mesa.)
- Mas Samara, nem
vai conversar direito com a gente... e seus amigos?
- Meninos,
fiquem á vontade... Vocês podem ficar... é que não vim pra ficar muito tempo...
Trabalho amanhã cedinho. (Disse Samara.)
Paix conversava com Chiara e Egon estava em
silêncio, entre Samara e eu.
- Muito bom
conhecer vocês, mas eu também preciso voltar. (Diss Paix, se levantando e
Chiara fez uma cara de que não gostou.)
- Eu tou de
boa, vou ficar! (Disse Egon. Nanabara não consegiu disfarçar sua aleria ao
ouvir isso. Abriu um sorrisão.)
- Mas vamos
tirar uma foto desse momento, gente! (Disse Nanabara sacando seu celular...
Click, click e em menos de dois minutos já estávamos todos no Face pra que
todos pudessem ver.)
Nos despedimos.
Fomos andando até o carro de Samara estacionado um pouco afastado. Paix se
colocou entre nós duas e nos abraçou. Achei legal e saímos os três abraçados. O
carro dele estava atrás do dela. Ao chegarmos ele disse:
- Você gostaria
de minha companhia até sua casa? Samara mora do lado oposto da cidade. Tenho certeza
que o assunto de vocês pode esperar até amanhã...
- É Gail, o Paix
é praticamente seu vizinho. Se você quiser ir com ele, sem problemas. A gente
marca amanha na hora do almoço... Ah, e pode aceitar a carona dele sem medo...
É um cara super do bem...
- Não tenho
medo das pessoas, Samara... Tudo bem... Você me leva Paix... Eu te ligo amnhã e
vemos o melhor horário...
Assim foi
feito. Paix foi conversando e eu também. O trajeto era curto, mas ele deu uma
volta e fez o caminho mais longo. Mesmo assim em 15 minutos estávamos na frente
de casa. Sabe aquela sensação gostosa de que ainda temos muito pra falar, pra
ouvir, pra dizer?
- Chegamos
moça...
- Pois é
moço... adorei conhecer você. Pena que foi tudo muito rápido...
- Também
achei... me dá teu telefone... Podemos combinar alguma coisa...
- Claro... me
dá o teu que te ligo... (Ele deu, eu liguei, ele gravou... Desceu do carro, me
levou até a portaria... me deu aquele abraço demorado... Senti melhor seu
cheiro... Alto, forte... Um abraço protetor...)
- Você sabe que
não está me conhecendo agora, não é?
- Tenho essa
impressão... que te conheço de muito tempo...
- Não é
impressão apenas... Tudo na vida tem uma finalidade. As pessoas, situações que
vivenciamos, nada é em vão...
- Também
acredito nisso...
- Pois bem,
conte comigo daqui pra frente...
- Ah, adoro
dizer isso pras pessoas também... E elas sabem que podem contar comigo...
- Agora vá...
Chame uma faxineira amanhã...
- Como você
sabe? Tá uma zona meu apê...
- Normal,
depois de seu luto e de toda essa sua fase...
- E com você
sabe de minha fase? A Samara te contou alguma coisa?
- Não, imagina!
A Samara é muito fiel nas suas amizades... Não agimos diferente uns dos
outros... O que você sente e passa agora é muito parecido com oq eu senti e
passei anos atrás...
- Você também
perdeu um ente querido?? Quanto tempo?
- Milênios...
(E sorriu enigmático... Fiquei parada um
tempo... Ele me abraçou demorado de novo.) Vá moça... durma com os anjos...
E eu fui... Com
uma tranqüilidade e serenidade tão grande... Pensei em mil coisas, mas todas
elas tinham uma conexão com Paix... E se ele sumisse? E nunca ligasse? Bom, e
daí? Um dia de cada vez... E se fosse casado? E se tivesse um grande amor? Mas
eu preferia pensar que estava tudo muito novo... E que todo esse arrebatamento
não tinha razão de ser... Vamos dormir... amanhã é outro dia!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Relfexões pós-niver
Esse ano a fase do meu aniversário foi em Praia do Forte com um grupo pequeno, de dez pessoas, todos oriundos do Couch Surfing, com exceção do Alex, que foi nosso anfitrião e é amigo de um milhão de anos do André.
Foi uma coisa do outro mundo a nossa saída aqui de Salvador, pois horários, carros e outros compromissos fizeram com que finalmente chegassemos lá por volta das 17h.
Saímos, comemos, demos umas voltas e fomos pra piscina do condomínio. André comandou um Luau e cantei, cantei... Ah, a águatava morniha e demos muita risada também. Na foto acima, da esquerda pra direita, Flavia, Vanessa,André e eu.
No domingo de manhã, acordei cedo, peguei uma toalha e uma almofada e fiquei relaxando nessa grama e com essa vista. Quando o pessoal levantou, eram cerca de 9h e o carro de Flavia (que estava estacionado na frente do condominio) ia sendo rebocado quando Vivian tava saindo... Corremos todos. Falamos que não vimos a placa e o reboque não levou. Mas o de Vivian já tinha ido pro pátio. Ela foi lá com o Gistavo e conseguiu a liberação! Ufa!Nesse interim, fiz a torta de limão, pois estávamos combionados de ir a reserva de Sapiranga.
A Reserva de sapiranga é um lugar incrível, com rios, cachoeiras, muitas trilhas e eu simplesmente adorei! O nível de dificuldade das trilhas é muito baixo e não se anda por horas e horas (coisa que não gosto) pra se chegar nos lugares incriveis! Na foto acima só faltam a Vivian e a Carol, que precisaram voltar logo pela menhã.
Esse foi nosso primeiro momento, onde entramos nesse rio delicioso... Nadei... passamos numa ilhazinha, muito, muito delícia!!!
A cachoeira, com quedas dágua fortes e massageadoras são deliciosas! Saímos de lá todos com uma energia incrível e super relaxados... ainda tivemos aventuras na volta, quando mandei seguir pro lado contrario da pista.... Ah, demais!
Foi uma coisa do outro mundo a nossa saída aqui de Salvador, pois horários, carros e outros compromissos fizeram com que finalmente chegassemos lá por volta das 17h.
Saímos, comemos, demos umas voltas e fomos pra piscina do condomínio. André comandou um Luau e cantei, cantei... Ah, a águatava morniha e demos muita risada também. Na foto acima, da esquerda pra direita, Flavia, Vanessa,André e eu.
No domingo de manhã, acordei cedo, peguei uma toalha e uma almofada e fiquei relaxando nessa grama e com essa vista. Quando o pessoal levantou, eram cerca de 9h e o carro de Flavia (que estava estacionado na frente do condominio) ia sendo rebocado quando Vivian tava saindo... Corremos todos. Falamos que não vimos a placa e o reboque não levou. Mas o de Vivian já tinha ido pro pátio. Ela foi lá com o Gistavo e conseguiu a liberação! Ufa!Nesse interim, fiz a torta de limão, pois estávamos combionados de ir a reserva de Sapiranga.
A Reserva de sapiranga é um lugar incrível, com rios, cachoeiras, muitas trilhas e eu simplesmente adorei! O nível de dificuldade das trilhas é muito baixo e não se anda por horas e horas (coisa que não gosto) pra se chegar nos lugares incriveis! Na foto acima só faltam a Vivian e a Carol, que precisaram voltar logo pela menhã.
Esse foi nosso primeiro momento, onde entramos nesse rio delicioso... Nadei... passamos numa ilhazinha, muito, muito delícia!!!
A cachoeira, com quedas dágua fortes e massageadoras são deliciosas! Saímos de lá todos com uma energia incrível e super relaxados... ainda tivemos aventuras na volta, quando mandei seguir pro lado contrario da pista.... Ah, demais!
Acho que o dia 20 foi uma data de renascimento pra mim. Decidi parar de beber. Não é a minha praia mesmo. Comecei com 36, não gosto de cerveja e passo reto na seção de bebidas no supermercado. Bebia única e exclusivamente em situações sociais. Mas me prefiro sem isso. O contato com a natureza, que tanto gosto, com as pessoas queridas e com esse tempo pra parar e pensar um pouco mais sobre minhas escolhas pra 2013 me fez tomar algumas decisões. Claro que essas decisões já vinham sendo conjecturadas. O lance é o momento da decisão... Comecei a caminhar hoje também. Ah, meu corpo é um templo... O problema é que estava um tanto mal cuidado... A partir de agora, corpo e mente terão o almejado tempo que necessitam... Ahhhhhhhhh... essas são as relfexões pós niver.... E que venha a comemoração fase 2!!!!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Multidão
Você sempre remete ao mesmo ponto
Que o nível de carência em que me encontro
Precisa ser tratado, precisa se resolver
E eu só posso te dizer
Você julga me conhecer...
Mas você nunca ouviu minha voz
Não sabe do "cheiro do meu humor"
Não sabe a cor da minha solidão
E mesmo asssim
Você pode estar ao meu lado na multidão
E andar em sentido contrário, na contra mão!
Agora se eu partir pra analisar
As suas mil maneiras de me evitar
E as suas saídas à francesa
Claramente vou identificar
Alguém que segue as regras, as medidas
Alguém que não entra num ringue pra lutar
Apenas planeja e adia...
Talvez eu esteja pronta pra assumir
Que não considero transgredir
Me deter por um tempo nos degraus da escada
Nem vou e nem quero me ocupar
Das coisas que eu não costumo acreditar
Se quiser, chame isso de rebeldia....
Salvador, 15/01/2013 16:12h
PS - Eu também me sinto uma multidão! Por que não?
Que o nível de carência em que me encontro
Precisa ser tratado, precisa se resolver
E eu só posso te dizer
Você julga me conhecer...
Mas você nunca ouviu minha voz
Não sabe do "cheiro do meu humor"
Não sabe a cor da minha solidão
E mesmo asssim
Você pode estar ao meu lado na multidão
E andar em sentido contrário, na contra mão!
Agora se eu partir pra analisar
As suas mil maneiras de me evitar
E as suas saídas à francesa
Claramente vou identificar
Alguém que segue as regras, as medidas
Alguém que não entra num ringue pra lutar
Apenas planeja e adia...
Talvez eu esteja pronta pra assumir
Que não considero transgredir
Me deter por um tempo nos degraus da escada
Nem vou e nem quero me ocupar
Das coisas que eu não costumo acreditar
Se quiser, chame isso de rebeldia....
Salvador, 15/01/2013 16:12h
PS - Eu também me sinto uma multidão! Por que não?
Revelação
Eu só posso impactar teu sentimento
Quando você se descortinar
E revelar, ao meu olhar
Como de fato és, por dentro
Eu só quero, por um segundo imaginar
Que tua atenção, naquela momento
Era pura, cheia de boa intenção
Mas lamento!
Porque somes no ar
E custas a religar
A conexão que nos fez estar
No mesmo lugar
Ao mesmo tempo
E sobre tudo que pensastes de mim
Tens razão
Em parte sim
Julgo que banais palavras são poemas
E que minhas inquietações
Provenientes de variadas emoções
São fortes dilemas
Aceito abertamente o que vier de ti
Pode também ser assim
Desde que não me temas...
Salvador, 15/01/2013 03:15 h
Quando você se descortinar
E revelar, ao meu olhar
Como de fato és, por dentro
Eu só quero, por um segundo imaginar
Que tua atenção, naquela momento
Era pura, cheia de boa intenção
Mas lamento!
Porque somes no ar
E custas a religar
A conexão que nos fez estar
No mesmo lugar
Ao mesmo tempo
E sobre tudo que pensastes de mim
Tens razão
Em parte sim
Julgo que banais palavras são poemas
E que minhas inquietações
Provenientes de variadas emoções
São fortes dilemas
Aceito abertamente o que vier de ti
Pode também ser assim
Desde que não me temas...
Salvador, 15/01/2013 03:15 h
Um amor para amar
Sinto falta
De andar de mãos dadas
Fazer planos
No meio da madrugada
Já faz tempo
Que aposentei expectativas
Como livre que sou
Possuo as minhas saídas
Mas não tenho vergonha de confessar
Eu quero um amor para amar
Eu quero me apaixonar
Sem medo
Sem despedida
Em tempos de sexo casual
Eu quero um romance à moda antiga
Procura-se um parceiro ideal
Pra dividir os sonhos
E compartilhar a vida
Eu quero um amor para amar
No coração cultivar
O que de melhor há na vida
Eu quero um amor para amar
Alguém pra compartilhar os sonhos
E dividir a vida
Salvador, 15/01/2013 03: 18h
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Quase-reflexões pós-Rio
Eu comprei a passagem de ida com pontos do meu cartão Dotz e acrescentei alguma grana. Mas aí eu tava literalmente sem pique, sem energia, sem vontade de sair... Com essa "morbidade", desisti de viajar no feriadão e liguei pra Avianca pra deixar a passagem em aberto. Aí surgiu a possibilidade de ir de carro. Meu coração fez "tlin, tlin", pois adoro uma aventura. Especialmente uma não muito programada...
Eu tava no "Red River" com John e Anne e falando sobre isso na terça á noite... De que poderia ir mas não ia... Enfim, amigos de verdade sempre dizem coisas que nos ajudam, né? Peguei uma bala e escondi na mão. Coloquei braços cruzados e disse pro John:
- Escolhe uma mão. Se sair a bala, eu vou pro Rio...
- Essa! ( E saiu a bala)
- Ah... agora sua vez Anne!
- Já saiu um sim...agora você tem que ir!
- Só se sair sim de novo...
- Essa! (E saiu a bala de novo... )Ainda relutei e John disse:
- O que tá pegando pra você não ir?
- Ah, grana... quer dizer, nem se gasta tanto assim...mas essa falta de energia... sei lá!
- Se daqui a cinco anos, você olhar pra trás, vai se arrepender de não ter ido?
- Nem precisa ser daqui a cinco anos... vou me arrepender!
- Então vai!
Aí peguei o celular e liguei pro Bruno, que ia mesmo de carro no dia seguinte... Eu tinha ligado minutos antes dizendo que não ia... e ele foi dormir. Não consegui mais falar com ele e mandei uma mensagem... John ainda disse:
- Ele vai te ligar!
Continuamos papeando, saímos do Largo da Dinha e fomos no Suco 24 horas. Cheguei em casa mais de meia noite. Na quarta, não tinha nenhum ânimo pra trabalhar. Acordei mais de nove horas e pensei que o Bruno já tivesse longe a uma hora daquelas... Toca o celular.
- Ainda quer ir pro Rio?
- Quero! Em quanto tempo você sai?
- Ainda tou arrumado a mala e vou procurar um lugar pra almoçar!
- Vem almoçar aqui!
- Não sei chegar aí! Melhor você vir pra um lugar mais fácil...
- Ah tá... no posto de gasolina BR que tem na frente da rodoviária...
Peguei a mala de rodinhas e enfiei algumas roupas... Passei no mercadinho e comprei uns biscoitos e salgadinhos e um refri. Ia de ônibus pra rodoviária, que dinheiro tava curto, mas ia passando um moto-taxi e eu decidi pegar. Em poucos minutos estava no posto esperando pelo Bruno, que também não demorou muito a chegar. Ele almoçou no próprio posto uma refeição congelada que foi pro microondas. Sem mapa, sem GPS (que só foi ser encontrado embaixo do banco quando chegamos em Búzios!), ele foi pegar informações como se chegava na BR 101. E assim começou a viagem...
Paramos pouco no primeiro dia e ouvimos o único DVD que tinha no carro, o do Kid Abelha Acústico. A Bahia é enorme! Dormimos em Eunápolis e comemos no quarto uma pizza muito ruim, pois paramos tarde e já tava tudo fechado.
N outro dia, saímos umas 10 horas. Almoçamos em Teixeira de Freitas. Em uma cidade, que nao lembro mais qual foi, comprei um CD com milhões de músicas flash back... E ouvimos ele o caminho todo. Lá pelas 18 horas estávamos em Vitória (ES) e nem passamos na cidade, continuamos. Já eram mais de 22 horas quando chegamos a Macaé (RJ) e eu sugeri que dormíssemos lá. Deu taba lho achar pousada em conta.... Aliás a pousada foi cara. De manhã fomos na praia perto e eu finalmente acessei a internet. Vi que Búzios era perto e desviamos um pouco pra ir lá. Búzios é linda e eu adorei! Ficamos num restaurante frente ao mar e comi um filezinho ao molho de gorgonzola delicioso. Tomei umas cervejas e depois de um tempo, continuamos viagem. Aí finalmente cochlei no carro, pois fomos a viagem toda conversando. Um papo muito legal, que envlvia os conhecimentos do Bruno em várias áreas, incluindo política. Eu sei que o GPS foi achado e quando acordei já estávamos perto do Rio... O Bruno me deixou na casa do Lincoln, que iria me hospedar perto das 19 horas...
A viagem me fez muito bem. O caminho todo eu relaxei minha mente e fui tomando algumas decisões... Outra hora falo disso... O Bruno é excelente companhia, dirige muito bem e mantém um padrão de calma e tranquilidade invejáveis. Ele foi hospedado pela Mônica aqui em Salvador e foi assim que o conheci, pois o levei para conhecer a Cidade Baixa da segunda. Ele e todas as pessoas que citei no texto são membros do Couch Surfing(CS). Fui os conhecendo ao longo do tempo e posso dizer que são meus amigos mesmo, não apenas pessoas que encontrei no CS e só.
No Rio liguei pra Anne que já tinha ido de avião. Fui com o Lincoln no Centro de Tradições Nordestinas em São Cristóvão e não gostei muito. Muito barulho! Chovia um pouco também e ficava meio molhado. Vi a galera do CS, jantando num do restaurantes, mas não ficamos muito e comi uma carne de sol noutro restaurante . Fomos a outra opçao de festa, na Quadra da Escola de Samba do Salgueiro. A outra turma do CS que optou por essa festa, já tinha entrado e eu tinha tomado remédio pra dor de cabeça... Tava cansada da viagem e com sono... Voltamos pra casa...
No sábado fui ao bairro popular de Madureira, pra conhecer o Mercado Popular e a quadra da Escola de Samba da Império Serrano. Nooooosa quanta gente! Várias bandas se apresentaram e a entrada custa R$ 15,00 pra mulher e 20,00 pra homens. Lá vende uma feijoada que custa R$ 12,00 e é farta, no entanto, tem que se pegar uma fila quilométrica pra conseguir comer. E é óbvio que eu não gostei disso. Eu também não gosto de samba. Posso até ouvir e ensaiar uns passinhos, mas não sou fã. Fui pra encontrar os amigos mesmo. Ah, pegamos um metrô e um trem pra chegar lá... O trem que partiu da estação "Central" no sentido de Belfor Roxo vai balançando, balançando... A cada parada, entram vários ambulantes vendendo de tudo. De batatinha a bolas de futebol!
Saí de Madureira com a Anne e demos umas voltas no comércio local, composto de várias ruas e muitos pequenos "shoppings". A noite a festa foi num bar da Lapa. Desse eu gostei!!! Tinha uma banda de rock tocando música anos 80 na parte de baixo que era muito boa. No primeiro andar, onde estava a grande maioria da galera CS rolava música eletrônica e estava bem animada... Me diverti muito e só saí de lá de manhã!
Domingo teve Pic Nic no Aterro do Flamengo, onde fica o MAM também. Esses encontros onde cada um leva uma coisa,são os meus preferidos. Tentei andar naqueles elásticos e mais uma vez não consegui dar mais de um passo. A Camila Pitanga tava bem perto, com a filha o marido e mais outra criança. Botou a filha pra andar segurando-a pela mão. No Rio é comum encontrar atores pela rua. depois, segui com a Isabelle (que eu já conhecia do Luau de Carnaval em Recife), uma amiga sua e mais o Vinicius (Rio) pro Pub Crawl. Segui o Pub Crawl mas não comprei as bebidas inclusas no pacote. Comi uma ótima costelinha de porco com molho barbecue no "Costello". Comida deliciosa, mas é bem pequeno... Depois fomos no "Pueblo", com um garçom bem estressadinho e uma “mocilada” muito agudada, mas a Pina Colada era boa... Coitado, atender mais de 30 pessoas não deve ser fácil! Ainda fomos a mais dois bares e o grupinho que ficou comigo só saiu quando fechou! É muito bacana conhecer vários bares na mesma noite!
Segunda fui no Jardim Botânico de manhã e rolava uma gravação da novela de época "Lado a Lado". Tirei algumas fotos e adorei o Jardim Botânico. Marquei lá com o Joe (Rio) e a Claire (Inglaterra). De noite encontrei novamente a galera CS no metrô Uruguaianas e de lá seguimos pro samba em espaço abeto na "Pedra do Sal". Acho que poque na terça seria feriado, o lugar não estava apenas cheio. Estava simplesmente apinhado. Mesmo assim conseguimos ficar juntos e depois fomos a um restaurante mais na frente. Combinei á com o Carlos e ele foi. Nesse dia eu voltei pra casa dividindo a taxi com a Gabriela e mais dois CSers da França, que falavam português bem e com os quais dei muita risada.
Terça, meu último dia eu iria a Petrópolis de carro com uma menina que postou sobre isso, mas amanheceu chovendo e o passeio foi cancelado. Aí fui no Centro Cultural Banco do Brasil pra ver a exposição dos Impressionistas. Uma fila quilométrica me fez desistir. Acabei indo encontrar o Paulo (MG) em Ipanema, no Sindicato do Chopp. Depois chegou um outro rapaz da Alemanha que ficou lá, depois que fui embora.
Afe! Foi divertido sim! Encontrei um monte de gente que já conhecia de outros encontros do CS, como o pessoal de Porto Alegre (Ralf, Fernanda e Jô) que são muito legais! Novas amizades também foram desenvolvidas nesse período, pois a essência dos Encontros do Couch Surfing é proporcionar interação, não apenas diversão.
Tirei poucas fotos, pois quase não saí com a máquina. Mas depois junto as que outras pessoas tiraram e monto um álbum no meu Face.
Meu vôo de volta era pra sair 21h, saiu 23h e cheguei em Salvador à meia noite (por causa do horário de verão). De volta, já no trabalho, tou com saudade dos meus amigos daqui e vou hoje no nosso meeting semanal, lá no Mercado Bar... Sabe aquela minha falta de energia e desanimação pra sair? Rapaz, eu tenho um conselho... Se qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo tiver te deixando diferente, viaje! Não importa se de carro, de avião, pra perto, pra longe... Sair da rotina parece suscitar uma disposição diferente. Há quem goste de viajar só. Eu prefiro ter companhia. O Couch Surfing me proporciona encontrar novas pessoas em cada lugar. Nesse encontro Nacional, óbvio que foram muito mais participantes e há toda uma estrutura que se organiza para isso. Mas, quem usa o viajar como forma de relaxar e também ficar mais criativa e inspirada para escrever, por exemplo, tem nas pessoas que integram o CS um aporte, sabe?
É isso... Viaje! Saia da rotina! Eu recomendo! Ah, e faça mais amigos também! Tudo bem que dá trabalho fazer e manter novas amizades. Mas a gente aprende sempre com os outros, né? A vida é um eterno aprendizado!!!
Eu tava no "Red River" com John e Anne e falando sobre isso na terça á noite... De que poderia ir mas não ia... Enfim, amigos de verdade sempre dizem coisas que nos ajudam, né? Peguei uma bala e escondi na mão. Coloquei braços cruzados e disse pro John:
- Escolhe uma mão. Se sair a bala, eu vou pro Rio...
- Essa! ( E saiu a bala)
- Ah... agora sua vez Anne!
- Já saiu um sim...agora você tem que ir!
- Só se sair sim de novo...
- Essa! (E saiu a bala de novo... )Ainda relutei e John disse:
- O que tá pegando pra você não ir?
- Ah, grana... quer dizer, nem se gasta tanto assim...mas essa falta de energia... sei lá!
- Se daqui a cinco anos, você olhar pra trás, vai se arrepender de não ter ido?
- Nem precisa ser daqui a cinco anos... vou me arrepender!
- Então vai!
Aí peguei o celular e liguei pro Bruno, que ia mesmo de carro no dia seguinte... Eu tinha ligado minutos antes dizendo que não ia... e ele foi dormir. Não consegui mais falar com ele e mandei uma mensagem... John ainda disse:
- Ele vai te ligar!
Continuamos papeando, saímos do Largo da Dinha e fomos no Suco 24 horas. Cheguei em casa mais de meia noite. Na quarta, não tinha nenhum ânimo pra trabalhar. Acordei mais de nove horas e pensei que o Bruno já tivesse longe a uma hora daquelas... Toca o celular.
- Ainda quer ir pro Rio?
- Quero! Em quanto tempo você sai?
- Ainda tou arrumado a mala e vou procurar um lugar pra almoçar!
- Vem almoçar aqui!
- Não sei chegar aí! Melhor você vir pra um lugar mais fácil...
- Ah tá... no posto de gasolina BR que tem na frente da rodoviária...
Peguei a mala de rodinhas e enfiei algumas roupas... Passei no mercadinho e comprei uns biscoitos e salgadinhos e um refri. Ia de ônibus pra rodoviária, que dinheiro tava curto, mas ia passando um moto-taxi e eu decidi pegar. Em poucos minutos estava no posto esperando pelo Bruno, que também não demorou muito a chegar. Ele almoçou no próprio posto uma refeição congelada que foi pro microondas. Sem mapa, sem GPS (que só foi ser encontrado embaixo do banco quando chegamos em Búzios!), ele foi pegar informações como se chegava na BR 101. E assim começou a viagem...
Paramos pouco no primeiro dia e ouvimos o único DVD que tinha no carro, o do Kid Abelha Acústico. A Bahia é enorme! Dormimos em Eunápolis e comemos no quarto uma pizza muito ruim, pois paramos tarde e já tava tudo fechado.
N outro dia, saímos umas 10 horas. Almoçamos em Teixeira de Freitas. Em uma cidade, que nao lembro mais qual foi, comprei um CD com milhões de músicas flash back... E ouvimos ele o caminho todo. Lá pelas 18 horas estávamos em Vitória (ES) e nem passamos na cidade, continuamos. Já eram mais de 22 horas quando chegamos a Macaé (RJ) e eu sugeri que dormíssemos lá. Deu taba lho achar pousada em conta.... Aliás a pousada foi cara. De manhã fomos na praia perto e eu finalmente acessei a internet. Vi que Búzios era perto e desviamos um pouco pra ir lá. Búzios é linda e eu adorei! Ficamos num restaurante frente ao mar e comi um filezinho ao molho de gorgonzola delicioso. Tomei umas cervejas e depois de um tempo, continuamos viagem. Aí finalmente cochlei no carro, pois fomos a viagem toda conversando. Um papo muito legal, que envlvia os conhecimentos do Bruno em várias áreas, incluindo política. Eu sei que o GPS foi achado e quando acordei já estávamos perto do Rio... O Bruno me deixou na casa do Lincoln, que iria me hospedar perto das 19 horas...
A viagem me fez muito bem. O caminho todo eu relaxei minha mente e fui tomando algumas decisões... Outra hora falo disso... O Bruno é excelente companhia, dirige muito bem e mantém um padrão de calma e tranquilidade invejáveis. Ele foi hospedado pela Mônica aqui em Salvador e foi assim que o conheci, pois o levei para conhecer a Cidade Baixa da segunda. Ele e todas as pessoas que citei no texto são membros do Couch Surfing(CS). Fui os conhecendo ao longo do tempo e posso dizer que são meus amigos mesmo, não apenas pessoas que encontrei no CS e só.
No Rio liguei pra Anne que já tinha ido de avião. Fui com o Lincoln no Centro de Tradições Nordestinas em São Cristóvão e não gostei muito. Muito barulho! Chovia um pouco também e ficava meio molhado. Vi a galera do CS, jantando num do restaurantes, mas não ficamos muito e comi uma carne de sol noutro restaurante . Fomos a outra opçao de festa, na Quadra da Escola de Samba do Salgueiro. A outra turma do CS que optou por essa festa, já tinha entrado e eu tinha tomado remédio pra dor de cabeça... Tava cansada da viagem e com sono... Voltamos pra casa...
No sábado fui ao bairro popular de Madureira, pra conhecer o Mercado Popular e a quadra da Escola de Samba da Império Serrano. Nooooosa quanta gente! Várias bandas se apresentaram e a entrada custa R$ 15,00 pra mulher e 20,00 pra homens. Lá vende uma feijoada que custa R$ 12,00 e é farta, no entanto, tem que se pegar uma fila quilométrica pra conseguir comer. E é óbvio que eu não gostei disso. Eu também não gosto de samba. Posso até ouvir e ensaiar uns passinhos, mas não sou fã. Fui pra encontrar os amigos mesmo. Ah, pegamos um metrô e um trem pra chegar lá... O trem que partiu da estação "Central" no sentido de Belfor Roxo vai balançando, balançando... A cada parada, entram vários ambulantes vendendo de tudo. De batatinha a bolas de futebol!
Saí de Madureira com a Anne e demos umas voltas no comércio local, composto de várias ruas e muitos pequenos "shoppings". A noite a festa foi num bar da Lapa. Desse eu gostei!!! Tinha uma banda de rock tocando música anos 80 na parte de baixo que era muito boa. No primeiro andar, onde estava a grande maioria da galera CS rolava música eletrônica e estava bem animada... Me diverti muito e só saí de lá de manhã!
Domingo teve Pic Nic no Aterro do Flamengo, onde fica o MAM também. Esses encontros onde cada um leva uma coisa,são os meus preferidos. Tentei andar naqueles elásticos e mais uma vez não consegui dar mais de um passo. A Camila Pitanga tava bem perto, com a filha o marido e mais outra criança. Botou a filha pra andar segurando-a pela mão. No Rio é comum encontrar atores pela rua. depois, segui com a Isabelle (que eu já conhecia do Luau de Carnaval em Recife), uma amiga sua e mais o Vinicius (Rio) pro Pub Crawl. Segui o Pub Crawl mas não comprei as bebidas inclusas no pacote. Comi uma ótima costelinha de porco com molho barbecue no "Costello". Comida deliciosa, mas é bem pequeno... Depois fomos no "Pueblo", com um garçom bem estressadinho e uma “mocilada” muito agudada, mas a Pina Colada era boa... Coitado, atender mais de 30 pessoas não deve ser fácil! Ainda fomos a mais dois bares e o grupinho que ficou comigo só saiu quando fechou! É muito bacana conhecer vários bares na mesma noite!
Segunda fui no Jardim Botânico de manhã e rolava uma gravação da novela de época "Lado a Lado". Tirei algumas fotos e adorei o Jardim Botânico. Marquei lá com o Joe (Rio) e a Claire (Inglaterra). De noite encontrei novamente a galera CS no metrô Uruguaianas e de lá seguimos pro samba em espaço abeto na "Pedra do Sal". Acho que poque na terça seria feriado, o lugar não estava apenas cheio. Estava simplesmente apinhado. Mesmo assim conseguimos ficar juntos e depois fomos a um restaurante mais na frente. Combinei á com o Carlos e ele foi. Nesse dia eu voltei pra casa dividindo a taxi com a Gabriela e mais dois CSers da França, que falavam português bem e com os quais dei muita risada.
Terça, meu último dia eu iria a Petrópolis de carro com uma menina que postou sobre isso, mas amanheceu chovendo e o passeio foi cancelado. Aí fui no Centro Cultural Banco do Brasil pra ver a exposição dos Impressionistas. Uma fila quilométrica me fez desistir. Acabei indo encontrar o Paulo (MG) em Ipanema, no Sindicato do Chopp. Depois chegou um outro rapaz da Alemanha que ficou lá, depois que fui embora.
Afe! Foi divertido sim! Encontrei um monte de gente que já conhecia de outros encontros do CS, como o pessoal de Porto Alegre (Ralf, Fernanda e Jô) que são muito legais! Novas amizades também foram desenvolvidas nesse período, pois a essência dos Encontros do Couch Surfing é proporcionar interação, não apenas diversão.
Tirei poucas fotos, pois quase não saí com a máquina. Mas depois junto as que outras pessoas tiraram e monto um álbum no meu Face.
Meu vôo de volta era pra sair 21h, saiu 23h e cheguei em Salvador à meia noite (por causa do horário de verão). De volta, já no trabalho, tou com saudade dos meus amigos daqui e vou hoje no nosso meeting semanal, lá no Mercado Bar... Sabe aquela minha falta de energia e desanimação pra sair? Rapaz, eu tenho um conselho... Se qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo tiver te deixando diferente, viaje! Não importa se de carro, de avião, pra perto, pra longe... Sair da rotina parece suscitar uma disposição diferente. Há quem goste de viajar só. Eu prefiro ter companhia. O Couch Surfing me proporciona encontrar novas pessoas em cada lugar. Nesse encontro Nacional, óbvio que foram muito mais participantes e há toda uma estrutura que se organiza para isso. Mas, quem usa o viajar como forma de relaxar e também ficar mais criativa e inspirada para escrever, por exemplo, tem nas pessoas que integram o CS um aporte, sabe?
É isso... Viaje! Saia da rotina! Eu recomendo! Ah, e faça mais amigos também! Tudo bem que dá trabalho fazer e manter novas amizades. Mas a gente aprende sempre com os outros, né? A vida é um eterno aprendizado!!!
Saudades impossiveis
Saudades impossíveis
De coisas perecíveis
Que nunca desfrutei com você
São indefectíveis
Pausadas motrizes
Não conduzem a nada que se possa ver...
De coisas perecíveis
Que nunca desfrutei com você
São indefectíveis
Pausadas motrizes
Não conduzem a nada que se possa ver...
Eu nunca imagino
Um quê de desatino
No seu modo de me perceber
Acho que nem te ocupas
De coisas tão abruptas
E simplesmente não sei o que dizer...
Assim, esteja certo
De que não mais desperto
Em mim o desejo de você
Apenas especulo
Que quando se quer dar um pulo
É preciso um impulso
Que o faça trasnceder...
Salvador, 16h 10 min
Afinal, para que serve uma pessoa que não vemos, não tocamos e nem sentimos? Pra inspirar um negócio desse!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O Livro Misterioso
Capítulo I – O livro misterioso
Eu tava num "sebo" enorme, com estantes e mais estantes de livros... Atchim, atchim, atchim... Ai minha alergia a poeira. E fui olhando, olhando, entra corredor, sai corredor... Adoro esse ambiente assim cheio de conhecimento. Assim como adoro bibliotecas. Peguei um banquinho e subi nele pra ver umas publicações mais no alto... Hummmm....interessante!!! Vou levar esse também... Coloquei numa prateleira mais baixa... Do nada surge por trás de mim um cara. Pensei que fosse vendedor da loja... Tomei até um susto, pois era tudo silêncio ali e ele chegou tão sem barulho que parecia materializado!
- Você vai levar este livro? (e apontou pra relíquia que acabara de encontrar)
- Tou querendo....espero que não seja muito caro... por que?
- É que estou aqui por causa deste livro...
- Ahn....você também queria comprá-lo? Deve haver outros exemplares! Pergunte ao vendedor! Ás vezes eles têm outros guardados...
- Tenho certeza que não... chequei antes nos sites... esse é único...
- Hummmm... é que me interessei, sabe... mas se for importante mesmo pra você, podemos dar um jeito...Posso te emprestar depois que eu ler...ou você fazer uma cópia... enfim, vamos ver o preço...
O sujeito era tão diferente. Ao mesmo tempo que ele dizia querer tanto o livro, parecia que não queria. Era estranho. Enquanto andamos até o caixa, eu o reparo de cima a baixo. Alto, o que eu presumo uns 2m de altura, pele clara, tipo branco escritório, careca, olhos meio azuis, meio verdes... Nenhum pelo no rosto. Cismei que se ele deixasse o cabelo crescer e fizesse um cavanhaque, ficaria irresistível... E também achei que ele era meio ruivo, sabe? Mas tudo suposição. Ele vestia uma camiseta laranja de um tecido parecido com algodão, mas era diferente... Nossa, nunca vi um tecido que desse tanta vontade de pegar como aquele. E a calça era tipo jeans. Há tantos tipos de jeans e aquele, de um azul claro eu também nunca tinha visto. Olhei pros pés... Aliás, eu esquadrinhei o cara centímetro por centímetro. Porque me dei conta que ele era bem estiloso, diferente... Não fosse a pronúncia perfeita e em bom português, diria que era estrangeiro... O sujeito tinha músculos naturais, na medida certa... Pensando bem, que cara bonito!
- Pois não ? (disse o cara do caixa)
- Veja o preço por favor! (disse eu)
O cara passou o leitor de códigos de barra e olhando pra mim firmemente disse:
- Custa R$ 1,00.
- Sério? Nunca vi um livro dessas dimensões e com este número de páginas por esse preço... É isso mesmo? (Pensei que fosse custar uns R$ 200,00, pois era um livro tamanho A3, com o que imaginava ser mais de 600 páginas, material de excelente qualidade na capa impressioantemente bonita. Essa capa parecia de uma espécie de plástico semelhante ao âmbar... Na verdade, eu nem tinha folheado o livro ainda....Tinha gostado tanto da capa, que sequer tinha olhado o conteúdo. Parecia uma caixa, sabe? Tinha até uma espécie de fecho em relevo que eu nem sabia abrir!
- E então - disse o careca lindo- você vai mesmo comprar o livro?
- Por R$ 1,00?? Eu vou sim! Mas como te disse antes, podemos trocar telefones e depois que eu ler te empresto... Como é mesmo seu nome?
- Omy... (Sorriu ligeiramente... puxou um cartão e me deu.)
- Diferente... Então, tenho seu cartão, ligo pra você quando eu terminar de ler...
- Você não sabe abrir o livro... vai precisar de mim para abri-lo!
- Nada...eu abro sim, ó - e tirei o livro de dentro do saco, enquanto caminhávamos pra fora do sebo... Olhei, olhei e não achei exatamente como abrir... Fiquei meio desconcertada... Passei o livro pra ele e fiz sinal com a cabeça pra ele abrir... Ele abriu um sorriso ainda maior).
- Um livro que você não sabe abrir... Tenho uma oferta pra você... Me venda o livro... eu realmente preciso dele... Te ofereço mil vezes o que você pagou...
- Mil reais? Tá, ele tem uma capa muito original e linda, diferente... Mas vale mesmo isso tudo?
- Vale mais do que você pensa...
- E você ainda me diz... Que bom negociador é você...
- Pois é, não sei mentir...
- Nunca?
- Nunca?
-Então me conte, qual seu interesse "nesse" livro? O que tem de tão bacana no conteúdo?
- Meu interesse não é comercial... é tudo que posso dizer...
Chegamos na rua.
- Olha, você vai ou não abrir o livro? De que ele fala mesmo?
- Não vou abri-lo... você vai...
- Como? Não viu que não sei como abre isso...
- É que você precisa ser lembrada - disse ele em tom de mistério.
- Você deve estar brincando comigo, né?
- Não costumo brincar...
- Não brinca, não mente... de que planeta você é?
- Você não conhece...
Dei uma grande risada... Tá certo que ele era diferente... mas não se admitir daqui, poderia indicar que o cara era meio doido, sei lá... Tudo bem que não me sinto daqui também... Mas não saio dizendo isso pros estranhos, né?
- Ah, não? Não é desse sistema solar...
- Não...
- Está me dizendo que não é desse planeta... Ótimo, sempre quis conhecer um ET!
- Onde você vai agora?
- Num sei... talvez ao cinema...é só descer a rua e tem o "Glauber"... acho que vou ver alguma coisa lá...
- Aceita minha companhia?
- Pro cinema? Claro! Vou muito ao cinema sozinha... Vou adorar sua companhia...
E fomos andando... Era tarde de um sábado... Da rua do sebo, pro cinema eram menos de cinco minutos a pé... O cara era muito sério e engraçado ao mesmo tempo. Ele tinha um ar de mistério... Uma aura diferente e eu não pude "traduzi-lo em cinco minutos", com eu costumava fazer... Chegamos ao cinema... Na verdade eu nem precisava pagar ingresso, pois havia uma "sessão do professor" naquele horário e eu tinha uma carteirinha que me dava direito a dois ingressos. Expliquei pra ele... ele agradeceu...
- Quer uma pipoca?
- Não sou muito de comer pipoca em cinema... prefiro comer outras coisas... (realmente não gosto no cinema... em casa eu gosto). Que tal pegarmos alguma cosa na lanchonete? (e caminhamos pra lá).
- Então, o que você quer comer?
- Ah, não tou com fome. Mas aceito uma cerveja...
Ele piscou o olho e foi no balcão. Pegou duas cervejas...Sentamos nas mesinhas... Ainda faltavam uns trinta minutos pra começar o filme. Eu também nem gosto de cerveja, mas achei que um pouco de álcool me relaxaria, pois de alguma forma eu estava um tanto tensa com o cara. Primeiro encanei no sebo. Depois comecei a achar que ele podia querer roubar livro a qualquer momento... Coisa muito ridícula, pois se fosse essa sua intenção, teria feito isso lá na rua do sebo, que é meio deserta. Sim, mas e aí? O que ele queria? A gente tá tão acostumada a temer tudo e todos que muitas vezes julga de cara tudo e todos... Aí fui tomando a cerveja e relaxando... Reparei que ele não bebeu a dele... E eu já tinha terminado a minha... Ele trocou a minha garrafa vazia pela cheia dele e disse:
- Pode tomar a minha.... Eu não bebo...
- Ah...eu também geralmente não... Mas vou tomar a tua também... (tomei meio como quem bebe água e fiquei imediatamente mais tonta... Ele olhava com cara de quem entendia o que eu estava fazendo)
-Vixe, fiquei tonta...
- Não se preocupe... é natural após duas cervejas...
- Juntou a sede... o calor...
- Mas e você, não bebe nada ou só não quis beber hoje?
- Tem um líquido que eu gosto... Tenho aqui... gosto muito... Você gostaria de experimentar?
- Quero! (nem pensei em nada... ele pegou na sua malinha, que parecia ser o “case” de um lap top pequeno um frasco escuro e metálico que não parecia ter mais de 10 ml. Aí foi que caí na real... Aquilo parecia algum tipo de droga... e potente, pois num frasco tão pequeno ainda tinha um conta-gotas.)
- Não é o que você está pensando?
- No que eu estou pensando?
- Que é algum tipo de droga...entorpecente...
- Olha cara, sou careta....não curto droga não...
- Não é... Lembra que eu não minto?
- E quem me garante?
- Você precisa confiar em mim!
- Preciso? (disse eu rindo)
- Precisa. Não precisa experimentar... pode continuar bebendo cerveja. Mas te garanto que isso aqui não é droga, nem tem álcool.
- E afinal o que é isso?
- É como a água pra vocês...
E ficou com aquele sorriso enigmático... Pegou o conta-gotas... Aplicou uma gota na boca... Eu tinha visto um lance parecido num filme sobre drogas, só que no filme a droga era colocada no olho. Fiquei esperando a reação dele... Nenhuma... Pensei que talvez pra ele aquela quantidade não fizesse efeito. E fiquei curiosa de experimentar também. Ali em plena lanchonete do cinema, uma e tanta da tarde. Peguei o frasco das mãos dele... Tentei abrir... não abria...
- Menina, preciso te falar uma coisa... Mas antes, aceite um presente meu ... (E pegou na “case” uma caixinha metálica. Abriu pra mim e dentro tinha um anel. Com um metal parecido com cobre, pela tonalidade e uma pedra toda lapidada, do tamanho de uma moeda de um real. Era um anel lindíssimo! E tão diferente, que me pareceu raro... Oxe, o cara me conheceu hoje e vai me dar esse anel? Hum-hum...tem algo errado nisso...)
- Muito bonito o anel. Mas não posso aceitar. Acabei de te conhecer. E também não posso te dar nada tão valioso em troca.
- Menina, você precisa esquecer as suas convenções... (pegou o anel e colocou no meu dedo anelar da mão esquerda. O lugar onde se usa a aliança de casado por aqui)
- Lindo esse anel... que material é esse? Coube certinho em mim...
- É um presente... aceite... não me diga não novamente... (Novamente? Pensei eu ! Oxe, eu disse não a que antes? Ele pegou o livro, tirou-o do saco e o pôs sobre a mesa. Pegou minha e só aí pude sentir a mão dele, que era suave como uma pétala de rosa... Isso parecia acontecer tão rápido... Aí ele encaixou a pedra do anel num das reentrâncias do livro... Senti que o livro abriu...
- O livro só abre com o anel?
- Sim, e só com a pessoa certa.
- Muito interessante. Tou começando a “viajar” nas suas idéias, Omy... posso agora finalmente descobrir o que afinal tem nesse livro?
- Não quer saber de nada antes?
- Preciso saber de alguma coisa antes? Tem algum perigo eminente se eu abrir e ler o livro? Mortos ressuscitarão? Múmias correrão atrás de mim? (disse em tom de ironia e riso)
Com um olhar um tanto triste, que eu ainda não tinha visto em seu rosto, ele disse:
- O livro é uma espécie de portal. Ao abri-lo podemos viajar no tempo e espaço. Só que você faz parte agora desse tempo, desse lugar. Se fizermos isso aqui, você vai literalmente não ver mais essas pessoas. Não é muito aconselhável. É melhor irmos a um lugar onde não estejam nos vendo. E ficaria mais fácil pra você se usar uma gota do “ibissus” (mostrou novamente o frasco conta-gotas).
Eu estava já acreditando em tudo aquilo. Era muito louco, mas quando a gente quer acreditar, a gente simplesmente acredita. Mas uma ponta de racionalidade chegou na minha cabeça novamente. Ok, eu aceito tudo que o ET disse, vou no banheiro com ele, uso a droga, morro, ele retira meus órgãos, leva o tal livro, que parece ter algum valor sentimental ...Argh! que horror! Essa história toda não faz sentido! Com tudo isso em mente ele me olhou nos olhos e disse:
- Você acha que se eu quisesse lhe fazer algum mal, já não teria feito? Eu sei que poso te convencer com fatos. Posso te mostrar algo de concreto. Mas eu preferia que você confiasse em mim...
- Ei, cara, eu te conheço há menos de uma hora. Como posso confiar tanto em você? Inda mais com essa conversa de livro, portal, sua droga conta gotas e esse anel aqui...
- É... eu suspeitava que falando apenas a verdade não daria certo...
Capítulo II – O livro misterioso caro
Estou num sebo... pego um livro diferente numa prateleira alta... A capa é toda trabalhada e não tem título. É pesado e tão bonito que independente do conteúdo quero-o pra mim. Já imagino ele em destaque na mesinha de centro lá de casa.
Estou nessa contemplação quando surge um cara parecendo recém saído de um cartaz de cinema. Altão, bonitão, cabelos ruivos na altura dos ombros, um cavanhaque que o deixa ultra sedutor. Vixe, que homem lindo!
- Você vai levar este livro? (e apontou pra relíquia que acabara de encontrar)
- Tou querendo....espero que não seja muito caro... por que?
- É que estou aqui por causa deste livro...
- Ahn....você também queria comprá-lo? Deve haver outros exemplares! Pergunte ao vendedor! Ás vezes eles têm outros guardados...
- Tenho certeza que não... chequei antes nos sites... esse é único...
- Ah, vamos ver o preço.
Andamos até o caixa. O vendedor diz:
- Custa R$ 1.000,00... Dividimos em 10 vezes...
Arregalo o olho e digo:
- Todo seu! Não pensei que fosse tão caro... ( O ruivo saca o cartão e paga em débito... eu vou saindo... Nem quis mais comprar nada...)
- Ei, menina, espera...
Eu paro no meio da loja e espero ele vir andando... Lindo no seu jeans azul claro e sua camiseta laranja.
- Sim?
- Tome! É seu!
- Como assim? Você acabou de pagar mil reais por esse livro! E também acabou de me conhecer!
- Não necessariamente assim...
- Como assim?
- É que tem pessoas que a gente não acabou de conhecer... a gente conhece de todo o sempre...
- Ah, você também é espiritualista?
- Sim... e ficarei muito feliz se além de aceitar esse livro você aceitar meu convite para um café... ou um chá....conheço um lugar no Santo Antonio com uma ótima vista pra Baia de Todos os Santos...
- Aceito o convite... o livro a gente vê depois... vamos no lugar que você falou... Podemos ir a pé pelo Pelourinho...
- Sim, podemos, mas meu carro está estacionado logo aqui na frente... Posso deixá-lo aqui e vamos a pé... Só que depois vou precisar volta a pé tudo de novo e não acho essa rua muito segura...
- Realmente essa rua é meio esquisita... Principalmente aos sábados, quando o comércio fecha cedo... Eu ia ao cinema sozinha, mas achei muito mais interessante sair com o ruivo bonitão!
O carro dele estava mesmo em frente ao sebo. Entramos e ele fez uma sugestão.
- Podemos ir ao café, ao MAM... ou a qualquer outro lugar que você queira. Na verdade eu tenho um pequeno barco ancorado na marina... Podemos velejar um pouco... o que acha?
- Acho ótimo...vamos sim...
Rapidamente chegamos na marina e o pequeno barco que ele se referiu era na verdade um iate com duas cabines.
Ele me mostra o frigobar e me oferece uma garrafinha do que parece um vinho, só que de cor alaranjada. Pega duas taças também laranja e serve nós dois com o líquido que é efervescente como minha vitamina C. Ergue a taça num brinde e diz:
- Ao nosso reencontro...
- Ao nosso encontro...
Sorvo o líquido e imediatamente me sinto muito leve...Me apoio mais ainda no sofázinho onde estou reclinada...
- Nossa, que bebida é essa? Sabor diferente... nunca tomei... Quer dizer, parece em cor com minha vitamina C...
- É uma espécie de bebida muito comum, de onde venho...
- E de onde vem? Fala tão bem... apesar de sua aparência pensei que fosse brasileiro!
- Sou fluente em muitas línguas... Mas sou de outro lugar... E é tão distante que talvez você nunca tenha ouvido falar... Não tem curiosidade de abrir o livro? Pesei que a curiosidade fosse um atributo de todas as mulheres!!! (rindo)
- Ah, com certeza... Traga-o...
- Mas antes, quero que aceite isso (e me abre uma caixinha metálica com um anel lindo dentro).
- Nossa que anel lindo... não posso aceitar... não posso retribuir...
- Pode retribuir com um sorriso... Não tem idéia do quanto me deixa feliz quando sorri... (Eu não me oponho... ele coloca o anel no meu dedo anelar esquerdo e cabe certinho... Fico olhando pra o anel...Que coisa mais linda! Tudo muito lindo... devo estar sonhando... e aquele vinho laranja me deixa com uma sensação tão boa...)
- Ainda não me disse seu nome...
- Perdoe-me....me chame de Omy...
- Prazer Omy, Guel.
Apertamos as mãos... que mão suave... suave e quente... parece um pêssego de tão aveludada... O que será que ele faz? Deve ser cirurgião...
- Vamos abrir o livro? O que você acha que encontrará dentro dele?
- Não faço idéia, mas é tão bonito!!! E diferente...parece uma caixa de jóias!
- Realmente, tem uma bela capa. O conteúdo pode superar essa apresentação tão rica... Mas e se o conteúdo não for bom?
- Mesmo que o conteúdo não se equipare a beleza da capa, dará um bom enfeite! (rindo muito)
- Você compraria um livro apenas pela capa, menina?
- Não...mas esse é diferente... E por que você pagou tão caro por ele?
- Não foi caro pra mim...
- Realmente, caro e barato dependem de quem paga, né?
- Sim, mas no caso desse livro, ele vale bem mais do que paguei... Posso confessar que tem um valor inestimável... Mais vinho?
- Sim, sim...
Amy pegou o livro e me deu... Eu olhei, examinei e não achei meios de abrir....
- Não sei abrir...
- Sabe sim... deixe-me ajudá-la. (Pegou a minha mão cm sua mão de pêssego quente e encaixou a pedra do anel com uma reentrância da capa. O livro meio que destravou... e emitia uma luz azulada...
- Nossa, que lindo...Tem uma luz saindo...nunca vi nada assim... Ah, era necessário o anel pra abrir?
- Sim, o anel e a pessoa certa.
- Você está querendo me dizer que só eu poderia abrir esse livro?
- Sim, cada livro tem sua própria chave-anel... E só sua dona o abre.
- Muito romântico isso... O que tem nesse vinho? Me sinto tão inebriada e tão à vontade... Tudo que você diz soa tão natural e verdadeiro aos meus ouvidos....
- Mas tudo que digo é verdadeiro... eu nunca minto!
- Engraçado, tenho a sensação de “de já vu”... De já ter ouvido você dizer isso...
- Eu sempre digo isso... sua sensação tem sentido...
- Com será que essa luz sai do livro? Posso abrir mesmo agora?
- Sente-se preparada para o conteúdo desse livro?
- Não tenho idéia do conteúdo! Não posso afirmar... Você conhece o conteúdo?
- Sim, conheço... E posso descrevê-lo pra você... Assim você pode decidir se vai querer lê-lo ou não. Ou você pode sozinha abri-lo e descobrir por si mesma... O que prefere?
- Olha, gosto desse clima de aventura e expectativa... Avoada como sou, em outro momento já teria aberto esse livro...Mas alguma coisa me deixa ponderada hoje... Não sei o que é... Será esse vinho?
- Talvez... Mas talvez você não queria e até tema inconscientemente o conteúdo do livro... Talvez não queira arriscar-se sozinha e prefira que intermedie esse momento. Você é inteiramente capaz de fazer isso sozinha e sabe disso.
- Capaz de abrir o livro eu sei que sou. Mas você é tão gentil... Parece mais seguro do que eu...sei lá... Abra pra mim!
- Se eu fizer isso agora, vai precisar de mim sempre.
- E precisar de você sempre significa ter você sempre a disposição?
- Não dessa forma... Eu, você, todos, somo livres. Podemos criar elos uns com os outros. Mas não podemos estar “à disposição” uns dos outros o tempo todo.
- Também acho...Muito embora muita gente quando arranja um namorado ou casamento pense isso...
- É uma boa comparação... Olhe, isso aqui é um chip... Ele é uma espécie de tutorial do livro. Você pode vê-lo antes de abrir...
- Tem até tutorial... Me responda de uma vez, do que se trata? O que tem nesse livro misterioso que você diz que me pertence?
- O livro guarda todos os seus segredos...
- Meus segredos? Eu não tenho segredos! E se fossem meus segredos, eu não precisaria de você pra acessar meus próprios segredos, não é mesmo?
- Veja bem, a memória é algo pouco compreendido até aqui. Algumas coisas são arquivadas, outras esquecidas... Acessar a memória ás vezes exige um conhecimento que nem todos têm...
- E você detém esse conhecimento?
- Para você eu posso realizar muitas coisas em seu próprio proveito...
- Hummm.... sei... Acho que o efeito do vinho ta passando.... As coisas que você diz não me soam tão verdadeiras e inquestionáveis com antes.
- O efeito realmente passou... Olhe-se no espelho... (E me ofereceu um espelho... Não sei porquê fiquei com medo de me olhar no espelho) Não o tema! Olhe para você mesma...
- Essa não sou eu! Que tipo de espelho é esse?
- Ele mostra o seu verdadeiro eu...
- Eu sempre brinquei com essa história de verdadeiro eu... Longe das máscaras, das aparências e das convenções...
- Mas esse rosto é um tanto diferente do meu... mais jovem... mais sereno... e brilha!! Se eu andasse por aí com esse rosto chamaria muita atenção! (rindo)
- Sim, e é por isso que você tem uma imagem condizente com os seus propósitos...
- Eu escolhi essa imagem? E se eu quiser mudar, posso?
Eu tava num "sebo" enorme, com estantes e mais estantes de livros... Atchim, atchim, atchim... Ai minha alergia a poeira. E fui olhando, olhando, entra corredor, sai corredor... Adoro esse ambiente assim cheio de conhecimento. Assim como adoro bibliotecas. Peguei um banquinho e subi nele pra ver umas publicações mais no alto... Hummmm....interessante!!! Vou levar esse também... Coloquei numa prateleira mais baixa... Do nada surge por trás de mim um cara. Pensei que fosse vendedor da loja... Tomei até um susto, pois era tudo silêncio ali e ele chegou tão sem barulho que parecia materializado!
- Você vai levar este livro? (e apontou pra relíquia que acabara de encontrar)
- Tou querendo....espero que não seja muito caro... por que?
- É que estou aqui por causa deste livro...
- Ahn....você também queria comprá-lo? Deve haver outros exemplares! Pergunte ao vendedor! Ás vezes eles têm outros guardados...
- Tenho certeza que não... chequei antes nos sites... esse é único...
- Hummmm... é que me interessei, sabe... mas se for importante mesmo pra você, podemos dar um jeito...Posso te emprestar depois que eu ler...ou você fazer uma cópia... enfim, vamos ver o preço...
O sujeito era tão diferente. Ao mesmo tempo que ele dizia querer tanto o livro, parecia que não queria. Era estranho. Enquanto andamos até o caixa, eu o reparo de cima a baixo. Alto, o que eu presumo uns 2m de altura, pele clara, tipo branco escritório, careca, olhos meio azuis, meio verdes... Nenhum pelo no rosto. Cismei que se ele deixasse o cabelo crescer e fizesse um cavanhaque, ficaria irresistível... E também achei que ele era meio ruivo, sabe? Mas tudo suposição. Ele vestia uma camiseta laranja de um tecido parecido com algodão, mas era diferente... Nossa, nunca vi um tecido que desse tanta vontade de pegar como aquele. E a calça era tipo jeans. Há tantos tipos de jeans e aquele, de um azul claro eu também nunca tinha visto. Olhei pros pés... Aliás, eu esquadrinhei o cara centímetro por centímetro. Porque me dei conta que ele era bem estiloso, diferente... Não fosse a pronúncia perfeita e em bom português, diria que era estrangeiro... O sujeito tinha músculos naturais, na medida certa... Pensando bem, que cara bonito!
- Pois não ? (disse o cara do caixa)
- Veja o preço por favor! (disse eu)
O cara passou o leitor de códigos de barra e olhando pra mim firmemente disse:
- Custa R$ 1,00.
- Sério? Nunca vi um livro dessas dimensões e com este número de páginas por esse preço... É isso mesmo? (Pensei que fosse custar uns R$ 200,00, pois era um livro tamanho A3, com o que imaginava ser mais de 600 páginas, material de excelente qualidade na capa impressioantemente bonita. Essa capa parecia de uma espécie de plástico semelhante ao âmbar... Na verdade, eu nem tinha folheado o livro ainda....Tinha gostado tanto da capa, que sequer tinha olhado o conteúdo. Parecia uma caixa, sabe? Tinha até uma espécie de fecho em relevo que eu nem sabia abrir!
- E então - disse o careca lindo- você vai mesmo comprar o livro?
- Por R$ 1,00?? Eu vou sim! Mas como te disse antes, podemos trocar telefones e depois que eu ler te empresto... Como é mesmo seu nome?
- Omy... (Sorriu ligeiramente... puxou um cartão e me deu.)
- Diferente... Então, tenho seu cartão, ligo pra você quando eu terminar de ler...
- Você não sabe abrir o livro... vai precisar de mim para abri-lo!
- Nada...eu abro sim, ó - e tirei o livro de dentro do saco, enquanto caminhávamos pra fora do sebo... Olhei, olhei e não achei exatamente como abrir... Fiquei meio desconcertada... Passei o livro pra ele e fiz sinal com a cabeça pra ele abrir... Ele abriu um sorriso ainda maior).
- Um livro que você não sabe abrir... Tenho uma oferta pra você... Me venda o livro... eu realmente preciso dele... Te ofereço mil vezes o que você pagou...
- Mil reais? Tá, ele tem uma capa muito original e linda, diferente... Mas vale mesmo isso tudo?
- Vale mais do que você pensa...
- E você ainda me diz... Que bom negociador é você...
- Pois é, não sei mentir...
- Nunca?
- Nunca?
-Então me conte, qual seu interesse "nesse" livro? O que tem de tão bacana no conteúdo?
- Meu interesse não é comercial... é tudo que posso dizer...
Chegamos na rua.
- Olha, você vai ou não abrir o livro? De que ele fala mesmo?
- Não vou abri-lo... você vai...
- Como? Não viu que não sei como abre isso...
- É que você precisa ser lembrada - disse ele em tom de mistério.
- Você deve estar brincando comigo, né?
- Não costumo brincar...
- Não brinca, não mente... de que planeta você é?
- Você não conhece...
Dei uma grande risada... Tá certo que ele era diferente... mas não se admitir daqui, poderia indicar que o cara era meio doido, sei lá... Tudo bem que não me sinto daqui também... Mas não saio dizendo isso pros estranhos, né?
- Ah, não? Não é desse sistema solar...
- Não...
- Está me dizendo que não é desse planeta... Ótimo, sempre quis conhecer um ET!
- Onde você vai agora?
- Num sei... talvez ao cinema...é só descer a rua e tem o "Glauber"... acho que vou ver alguma coisa lá...
- Aceita minha companhia?
- Pro cinema? Claro! Vou muito ao cinema sozinha... Vou adorar sua companhia...
E fomos andando... Era tarde de um sábado... Da rua do sebo, pro cinema eram menos de cinco minutos a pé... O cara era muito sério e engraçado ao mesmo tempo. Ele tinha um ar de mistério... Uma aura diferente e eu não pude "traduzi-lo em cinco minutos", com eu costumava fazer... Chegamos ao cinema... Na verdade eu nem precisava pagar ingresso, pois havia uma "sessão do professor" naquele horário e eu tinha uma carteirinha que me dava direito a dois ingressos. Expliquei pra ele... ele agradeceu...
- Quer uma pipoca?
- Não sou muito de comer pipoca em cinema... prefiro comer outras coisas... (realmente não gosto no cinema... em casa eu gosto). Que tal pegarmos alguma cosa na lanchonete? (e caminhamos pra lá).
- Então, o que você quer comer?
- Ah, não tou com fome. Mas aceito uma cerveja...
Ele piscou o olho e foi no balcão. Pegou duas cervejas...Sentamos nas mesinhas... Ainda faltavam uns trinta minutos pra começar o filme. Eu também nem gosto de cerveja, mas achei que um pouco de álcool me relaxaria, pois de alguma forma eu estava um tanto tensa com o cara. Primeiro encanei no sebo. Depois comecei a achar que ele podia querer roubar livro a qualquer momento... Coisa muito ridícula, pois se fosse essa sua intenção, teria feito isso lá na rua do sebo, que é meio deserta. Sim, mas e aí? O que ele queria? A gente tá tão acostumada a temer tudo e todos que muitas vezes julga de cara tudo e todos... Aí fui tomando a cerveja e relaxando... Reparei que ele não bebeu a dele... E eu já tinha terminado a minha... Ele trocou a minha garrafa vazia pela cheia dele e disse:
- Pode tomar a minha.... Eu não bebo...
- Ah...eu também geralmente não... Mas vou tomar a tua também... (tomei meio como quem bebe água e fiquei imediatamente mais tonta... Ele olhava com cara de quem entendia o que eu estava fazendo)
-Vixe, fiquei tonta...
- Não se preocupe... é natural após duas cervejas...
- Juntou a sede... o calor...
- Mas e você, não bebe nada ou só não quis beber hoje?
- Tem um líquido que eu gosto... Tenho aqui... gosto muito... Você gostaria de experimentar?
- Quero! (nem pensei em nada... ele pegou na sua malinha, que parecia ser o “case” de um lap top pequeno um frasco escuro e metálico que não parecia ter mais de 10 ml. Aí foi que caí na real... Aquilo parecia algum tipo de droga... e potente, pois num frasco tão pequeno ainda tinha um conta-gotas.)
- Não é o que você está pensando?
- No que eu estou pensando?
- Que é algum tipo de droga...entorpecente...
- Olha cara, sou careta....não curto droga não...
- Não é... Lembra que eu não minto?
- E quem me garante?
- Você precisa confiar em mim!
- Preciso? (disse eu rindo)
- Precisa. Não precisa experimentar... pode continuar bebendo cerveja. Mas te garanto que isso aqui não é droga, nem tem álcool.
- E afinal o que é isso?
- É como a água pra vocês...
E ficou com aquele sorriso enigmático... Pegou o conta-gotas... Aplicou uma gota na boca... Eu tinha visto um lance parecido num filme sobre drogas, só que no filme a droga era colocada no olho. Fiquei esperando a reação dele... Nenhuma... Pensei que talvez pra ele aquela quantidade não fizesse efeito. E fiquei curiosa de experimentar também. Ali em plena lanchonete do cinema, uma e tanta da tarde. Peguei o frasco das mãos dele... Tentei abrir... não abria...
- Menina, preciso te falar uma coisa... Mas antes, aceite um presente meu ... (E pegou na “case” uma caixinha metálica. Abriu pra mim e dentro tinha um anel. Com um metal parecido com cobre, pela tonalidade e uma pedra toda lapidada, do tamanho de uma moeda de um real. Era um anel lindíssimo! E tão diferente, que me pareceu raro... Oxe, o cara me conheceu hoje e vai me dar esse anel? Hum-hum...tem algo errado nisso...)
- Muito bonito o anel. Mas não posso aceitar. Acabei de te conhecer. E também não posso te dar nada tão valioso em troca.
- Menina, você precisa esquecer as suas convenções... (pegou o anel e colocou no meu dedo anelar da mão esquerda. O lugar onde se usa a aliança de casado por aqui)
- Lindo esse anel... que material é esse? Coube certinho em mim...
- É um presente... aceite... não me diga não novamente... (Novamente? Pensei eu ! Oxe, eu disse não a que antes? Ele pegou o livro, tirou-o do saco e o pôs sobre a mesa. Pegou minha e só aí pude sentir a mão dele, que era suave como uma pétala de rosa... Isso parecia acontecer tão rápido... Aí ele encaixou a pedra do anel num das reentrâncias do livro... Senti que o livro abriu...
- O livro só abre com o anel?
- Sim, e só com a pessoa certa.
- Muito interessante. Tou começando a “viajar” nas suas idéias, Omy... posso agora finalmente descobrir o que afinal tem nesse livro?
- Não quer saber de nada antes?
- Preciso saber de alguma coisa antes? Tem algum perigo eminente se eu abrir e ler o livro? Mortos ressuscitarão? Múmias correrão atrás de mim? (disse em tom de ironia e riso)
Com um olhar um tanto triste, que eu ainda não tinha visto em seu rosto, ele disse:
- O livro é uma espécie de portal. Ao abri-lo podemos viajar no tempo e espaço. Só que você faz parte agora desse tempo, desse lugar. Se fizermos isso aqui, você vai literalmente não ver mais essas pessoas. Não é muito aconselhável. É melhor irmos a um lugar onde não estejam nos vendo. E ficaria mais fácil pra você se usar uma gota do “ibissus” (mostrou novamente o frasco conta-gotas).
Eu estava já acreditando em tudo aquilo. Era muito louco, mas quando a gente quer acreditar, a gente simplesmente acredita. Mas uma ponta de racionalidade chegou na minha cabeça novamente. Ok, eu aceito tudo que o ET disse, vou no banheiro com ele, uso a droga, morro, ele retira meus órgãos, leva o tal livro, que parece ter algum valor sentimental ...Argh! que horror! Essa história toda não faz sentido! Com tudo isso em mente ele me olhou nos olhos e disse:
- Você acha que se eu quisesse lhe fazer algum mal, já não teria feito? Eu sei que poso te convencer com fatos. Posso te mostrar algo de concreto. Mas eu preferia que você confiasse em mim...
- Ei, cara, eu te conheço há menos de uma hora. Como posso confiar tanto em você? Inda mais com essa conversa de livro, portal, sua droga conta gotas e esse anel aqui...
- É... eu suspeitava que falando apenas a verdade não daria certo...
Capítulo II – O livro misterioso caro
Estou num sebo... pego um livro diferente numa prateleira alta... A capa é toda trabalhada e não tem título. É pesado e tão bonito que independente do conteúdo quero-o pra mim. Já imagino ele em destaque na mesinha de centro lá de casa.
Estou nessa contemplação quando surge um cara parecendo recém saído de um cartaz de cinema. Altão, bonitão, cabelos ruivos na altura dos ombros, um cavanhaque que o deixa ultra sedutor. Vixe, que homem lindo!
- Você vai levar este livro? (e apontou pra relíquia que acabara de encontrar)
- Tou querendo....espero que não seja muito caro... por que?
- É que estou aqui por causa deste livro...
- Ahn....você também queria comprá-lo? Deve haver outros exemplares! Pergunte ao vendedor! Ás vezes eles têm outros guardados...
- Tenho certeza que não... chequei antes nos sites... esse é único...
- Ah, vamos ver o preço.
Andamos até o caixa. O vendedor diz:
- Custa R$ 1.000,00... Dividimos em 10 vezes...
Arregalo o olho e digo:
- Todo seu! Não pensei que fosse tão caro... ( O ruivo saca o cartão e paga em débito... eu vou saindo... Nem quis mais comprar nada...)
- Ei, menina, espera...
Eu paro no meio da loja e espero ele vir andando... Lindo no seu jeans azul claro e sua camiseta laranja.
- Sim?
- Tome! É seu!
- Como assim? Você acabou de pagar mil reais por esse livro! E também acabou de me conhecer!
- Não necessariamente assim...
- Como assim?
- É que tem pessoas que a gente não acabou de conhecer... a gente conhece de todo o sempre...
- Ah, você também é espiritualista?
- Sim... e ficarei muito feliz se além de aceitar esse livro você aceitar meu convite para um café... ou um chá....conheço um lugar no Santo Antonio com uma ótima vista pra Baia de Todos os Santos...
- Aceito o convite... o livro a gente vê depois... vamos no lugar que você falou... Podemos ir a pé pelo Pelourinho...
- Sim, podemos, mas meu carro está estacionado logo aqui na frente... Posso deixá-lo aqui e vamos a pé... Só que depois vou precisar volta a pé tudo de novo e não acho essa rua muito segura...
- Realmente essa rua é meio esquisita... Principalmente aos sábados, quando o comércio fecha cedo... Eu ia ao cinema sozinha, mas achei muito mais interessante sair com o ruivo bonitão!
O carro dele estava mesmo em frente ao sebo. Entramos e ele fez uma sugestão.
- Podemos ir ao café, ao MAM... ou a qualquer outro lugar que você queira. Na verdade eu tenho um pequeno barco ancorado na marina... Podemos velejar um pouco... o que acha?
- Acho ótimo...vamos sim...
Rapidamente chegamos na marina e o pequeno barco que ele se referiu era na verdade um iate com duas cabines.
Ele me mostra o frigobar e me oferece uma garrafinha do que parece um vinho, só que de cor alaranjada. Pega duas taças também laranja e serve nós dois com o líquido que é efervescente como minha vitamina C. Ergue a taça num brinde e diz:
- Ao nosso reencontro...
- Ao nosso encontro...
Sorvo o líquido e imediatamente me sinto muito leve...Me apoio mais ainda no sofázinho onde estou reclinada...
- Nossa, que bebida é essa? Sabor diferente... nunca tomei... Quer dizer, parece em cor com minha vitamina C...
- É uma espécie de bebida muito comum, de onde venho...
- E de onde vem? Fala tão bem... apesar de sua aparência pensei que fosse brasileiro!
- Sou fluente em muitas línguas... Mas sou de outro lugar... E é tão distante que talvez você nunca tenha ouvido falar... Não tem curiosidade de abrir o livro? Pesei que a curiosidade fosse um atributo de todas as mulheres!!! (rindo)
- Ah, com certeza... Traga-o...
- Mas antes, quero que aceite isso (e me abre uma caixinha metálica com um anel lindo dentro).
- Nossa que anel lindo... não posso aceitar... não posso retribuir...
- Pode retribuir com um sorriso... Não tem idéia do quanto me deixa feliz quando sorri... (Eu não me oponho... ele coloca o anel no meu dedo anelar esquerdo e cabe certinho... Fico olhando pra o anel...Que coisa mais linda! Tudo muito lindo... devo estar sonhando... e aquele vinho laranja me deixa com uma sensação tão boa...)
- Ainda não me disse seu nome...
- Perdoe-me....me chame de Omy...
- Prazer Omy, Guel.
Apertamos as mãos... que mão suave... suave e quente... parece um pêssego de tão aveludada... O que será que ele faz? Deve ser cirurgião...
- Vamos abrir o livro? O que você acha que encontrará dentro dele?
- Não faço idéia, mas é tão bonito!!! E diferente...parece uma caixa de jóias!
- Realmente, tem uma bela capa. O conteúdo pode superar essa apresentação tão rica... Mas e se o conteúdo não for bom?
- Mesmo que o conteúdo não se equipare a beleza da capa, dará um bom enfeite! (rindo muito)
- Você compraria um livro apenas pela capa, menina?
- Não...mas esse é diferente... E por que você pagou tão caro por ele?
- Não foi caro pra mim...
- Realmente, caro e barato dependem de quem paga, né?
- Sim, mas no caso desse livro, ele vale bem mais do que paguei... Posso confessar que tem um valor inestimável... Mais vinho?
- Sim, sim...
Amy pegou o livro e me deu... Eu olhei, examinei e não achei meios de abrir....
- Não sei abrir...
- Sabe sim... deixe-me ajudá-la. (Pegou a minha mão cm sua mão de pêssego quente e encaixou a pedra do anel com uma reentrância da capa. O livro meio que destravou... e emitia uma luz azulada...
- Nossa, que lindo...Tem uma luz saindo...nunca vi nada assim... Ah, era necessário o anel pra abrir?
- Sim, o anel e a pessoa certa.
- Você está querendo me dizer que só eu poderia abrir esse livro?
- Sim, cada livro tem sua própria chave-anel... E só sua dona o abre.
- Muito romântico isso... O que tem nesse vinho? Me sinto tão inebriada e tão à vontade... Tudo que você diz soa tão natural e verdadeiro aos meus ouvidos....
- Mas tudo que digo é verdadeiro... eu nunca minto!
- Engraçado, tenho a sensação de “de já vu”... De já ter ouvido você dizer isso...
- Eu sempre digo isso... sua sensação tem sentido...
- Com será que essa luz sai do livro? Posso abrir mesmo agora?
- Sente-se preparada para o conteúdo desse livro?
- Não tenho idéia do conteúdo! Não posso afirmar... Você conhece o conteúdo?
- Sim, conheço... E posso descrevê-lo pra você... Assim você pode decidir se vai querer lê-lo ou não. Ou você pode sozinha abri-lo e descobrir por si mesma... O que prefere?
- Olha, gosto desse clima de aventura e expectativa... Avoada como sou, em outro momento já teria aberto esse livro...Mas alguma coisa me deixa ponderada hoje... Não sei o que é... Será esse vinho?
- Talvez... Mas talvez você não queria e até tema inconscientemente o conteúdo do livro... Talvez não queira arriscar-se sozinha e prefira que intermedie esse momento. Você é inteiramente capaz de fazer isso sozinha e sabe disso.
- Capaz de abrir o livro eu sei que sou. Mas você é tão gentil... Parece mais seguro do que eu...sei lá... Abra pra mim!
- Se eu fizer isso agora, vai precisar de mim sempre.
- E precisar de você sempre significa ter você sempre a disposição?
- Não dessa forma... Eu, você, todos, somo livres. Podemos criar elos uns com os outros. Mas não podemos estar “à disposição” uns dos outros o tempo todo.
- Também acho...Muito embora muita gente quando arranja um namorado ou casamento pense isso...
- É uma boa comparação... Olhe, isso aqui é um chip... Ele é uma espécie de tutorial do livro. Você pode vê-lo antes de abrir...
- Tem até tutorial... Me responda de uma vez, do que se trata? O que tem nesse livro misterioso que você diz que me pertence?
- O livro guarda todos os seus segredos...
- Meus segredos? Eu não tenho segredos! E se fossem meus segredos, eu não precisaria de você pra acessar meus próprios segredos, não é mesmo?
- Veja bem, a memória é algo pouco compreendido até aqui. Algumas coisas são arquivadas, outras esquecidas... Acessar a memória ás vezes exige um conhecimento que nem todos têm...
- E você detém esse conhecimento?
- Para você eu posso realizar muitas coisas em seu próprio proveito...
- Hummm.... sei... Acho que o efeito do vinho ta passando.... As coisas que você diz não me soam tão verdadeiras e inquestionáveis com antes.
- O efeito realmente passou... Olhe-se no espelho... (E me ofereceu um espelho... Não sei porquê fiquei com medo de me olhar no espelho) Não o tema! Olhe para você mesma...
- Essa não sou eu! Que tipo de espelho é esse?
- Ele mostra o seu verdadeiro eu...
- Eu sempre brinquei com essa história de verdadeiro eu... Longe das máscaras, das aparências e das convenções...
- Mas esse rosto é um tanto diferente do meu... mais jovem... mais sereno... e brilha!! Se eu andasse por aí com esse rosto chamaria muita atenção! (rindo)
- Sim, e é por isso que você tem uma imagem condizente com os seus propósitos...
- Eu escolhi essa imagem? E se eu quiser mudar, posso?
- Pode... atualmente muita gente tem mudado aspectos físicos recorrendo a um cirurgião... O que não se aceita mais em si, se muda. Umas vezes pra o que se considera melhor e outras vezes nem tanto... Mas o que é realmente necessário mudar nenhum cirurgião pode, pois pertence ao interno e suprahumano...
- O verdadeiro eu...
- O verdadeiro eu... Olhe-se novamente no espelho...
Olhei sem medo dessa vez, e começaram a se formar imagens completas de outros rostos diferentes, todos eles eu sentia que eram meus, em diferentes períodos...
- Todas essas imagens foram minhas um dia?
- Exatamente. Há apenas um traço comum entre elas, percebeu?
- Sim, a atitude do olhar... É com se eu tivesse invariavelmente o mesmo olhar... Não exatamente os mesmos olhos físicos, mas um não sei que no olhar...
- Você tem em mãos agora o seu próprio livro. Há muito que o vem escrevendo e a cada dia continua a escrevê-lo. Pode abri-lo e vasculhar o seu próprio passado, pois ele é um portal que se liga ao tempo e ao espaço.
- Novamente sinto como já tivesse me dito isso...
- Já lhe disse isso muitas vezes antes...
- Então ao abrir o livro eu não vou sair daqui... Vou apenas relembrar o que vivi, é isso?
- Ao abrir o livro você não continua exatamente aqui, pois não é apenas uma observadora das imagens e acontecimentos. É como se você estivesse lá, sentido tudo, afinal ocorreu com você. Essa é uma das formas de abordar seus capítulos passados. Para os capítulos que você ainda não escreveu é diferente...
- A minha dúvida é uma só: eu vou sair daqui com esse livro ou vou continuar no mesmo lugar?
- Depende... Você pode atingir um nível em que lhe seja possível transcender ao lugar físico em que vive atualmente. Você não pode desmaterializar-se e pronto. Mas pode viajar a muitos outros lugares diferentes desses que já conheceu.
- E eu preciso do livro pra isso? Ele é uma espécie de amuleto? De chave? É isso?
- O livro encerra conhecimento genuíno, apenas isso. Suas chaves são pessoais. Ao tempo que as coisas lhe acontecem você interpreta com os seus sentidos os fatos.
- Isso não está acontecendo?
- Eu estou aqui. Não sou fruto de sua imaginação. O anel é seu conhecimento, que precisa ser aprimorados para abrir seus próprios acessos.
- Eu não bebi nenhum vinho inebriante que me facilitou a comunicação com você?
- Não. Você bebeu vitamina C antes de dormir... agora acorde! Tente recordar o melhor possível desta conversa!
Eu acordei. Peguei o celular e olhei o horário. Eram 4h e 25 min. Pareciam tão reais os dois sonhos. Comecei a analisá-los. As mensagens pareciam mais ou menos as mesmas. Só que no primeiro sonho eu comprara o livro precioso muito baratinho. Mesmo sem saber de seu valor, não queria entregá-lo pro Omy. Ele foi me parecendo um conquistador barato e depois desingrolou com a história do ET. Em seguida o mesmo livro, só que caro, comprado por alguém que não eu e que me parecia mais real. Mas me foi ofertado e mesmo assim eu não abro o livro totalmente. Apenas vislumbro sua luz azul. Me antecipo em saber primeiro o que há no seu conteúdo...
Não consigo achar um sentido muito claro. Paro de pensar no assunto. Omy bem que podia ser meu subconsciente me alertando pra alguma coisa. Ou podia simbolizar uma espécie de anjo da guarda que eu sei que tenho mas com o qual não consigo conectar direito. O fato é que quando comecei a escrever esses capítulos o livro era um portal que levava a outra dimensão. E eu ia pra lá. E voltava diferente. Isso eu sonhei de verdade, não é criação apenas. Quer dizer, quem disse que os sonhos também não são criações de nossa própria mente? Depende, né?
No tal sonho, não tinha livro nenhum... Aliás, eu deveria escrever sobre isso... Quem sabe outro dia?
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